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Internacional

Governo cubano restringe acesso à internet

14 de Julho de 2021 às 00:01
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Protestos por mais vacinas e liberdade acontecem desde o final de semana.
Protestos por mais vacinas e liberdade acontecem desde o final de semana. (Crédito: ERNESTO BENAVIDES / AFP)

As autoridades cubanas cortaram o acesso às principais plataformas de redes sociais para tentar deter o fluxo de informação sobre as manifestações contra o governo, disse o site de uma organização de monitoramento. O governo de Cuba registrou ontem, (13), a primeira morte relacionada aos protestos contra a escassez de alimentos e vacinas contra a Covid-19 que atingem o país desde o fim de semana.

Os dados do grupo NetBlocks, com sede em Londres, mostraram interrupções desde segunda-feira no WhatsApp, Facebook, Instagram e também em alguns servidores do Telegram.

O governo pode interromper o acesso por meio da estatal ETECSA (Empresa de Telecomunicações de Cuba) e o único serviço de comunicações móveis Cubacel, segundo o NetBlocks.

O NetBlocks disse que alguns cubanos conseguiram contornar as restrições mediante o uso de redes privadas virtuais ou VPN.

O boqueio foi semelhante ao imposto durante os protestos do chamado Movimento San Isidro (MSI) pela liberdade artística em Havana em novembro de 2020, disse o grupo.

Os Estados Unidos renovaram um apelo à libertação dos manifestantes detidos e o restabelecimento da internet. “Fazemos um apelo aos líderes de Cuba para que demonstrem moderação e respeito pela voz do povo, abrindo todos os meios de comunicação, tanto digitais como não digitais”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

A congressista María Elvira Salazar, representante de um distrito do sul da Flórida onde reside uma grande comunidade de cubanos-americanos, disse em um tuíte que “o governo está fechando a internet na ilha‘ e ‘não quer que o mundo veja o que está acontecendo”. (AFP e Estadão Conteúdo)