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Internacional

Haiti pede à ONU e EUA o envio de tropas para estabilizar o país

O comando assassino era formado por 26 colombianos e 2 americanos de origem haitiana

10 de Julho de 2021 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
País vive em instabilidade após assassinato do presidente.
País vive em instabilidade após assassinato do presidente. (Crédito: VALERIE BAERISWYL / AFP (9/7/2021))

O misterioso complô que levou ao assassinato do presidente haitiano, Jovenel Moise, assumiu as dimensões de um caso internacional, reunindo ex-comandos militares colombianos que cruzaram a República Dominicana, dois haitiano-americanos do sul da Flórida e um impasse na Embaixada de Taiwan. O governo pediu à ONU e aos Estados Unidos o envio de tropas para estabilizar o país.

Dois dias após o assassinato, os haitianos debatiam se os autores intelectuais do ataque vinham das fileiras dos inimigos mais óbvios de Moise ou se eram próximos do presidente. Bed-ford Claude, um promotor haitiano, solicitou o interrogatório de Dimitri Herard e Laguel Civil, figuras importantes da segurança do presidente.

O chefe da polícia haitiana, Leon Charles, informou que o comando assassino era formado por 26 colombianos e 2 americanos de origem haitiana. A polícia matou 3 suspeitos e deteve 17, enquanto outros 8 permanecem foragidos, disse Charles. Os motivos do assassinato ainda são desconhecidos. (Estadão Conteúdo e AFP)