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Internacional

Suspeitos de matar Moise são mortos pela polícia no Haiti

09 de Julho de 2021 às 00:01
Da Redação com Estadão Conteúdo
País está à beira do caos, alerta observadores da ONU.
País está à beira do caos, alerta observadores da ONU. (Crédito: ALERIE BAERISWYL / AFP)

A busca dos assassinos do presidente haitiano, Jovenel Moise, se acelerou ontem em Porto Príncipe, capital de um país à beira do caos. A polícia disse que matou quatro “mercenários” que supostamente integravam o grupo que assassinou Moise em sua casa na madrugada de quarta-feira. Outros nove suspeitos, que seriam estrangeiros, foram presos.

Um dos detidos, James Solages, é americano de origem haitiana, revelou o ministro de Assuntos Eleitorais, Mathias Pierre. O Departamento de Estado, sem confirmar a prisão de um americano, anunciou que ajudará nas investigações.

“Já temos os autores físicos e estamos procurando os autores intelectuais do magnicídio”, disse ontem o chefe da Polícia Nacional, León Charles.

À pergunta sobre quem foi o responsável pelo assassinato, somam-se as referentes ao futuro do Haiti e quem está realmente no poder. Dois homens disputam o comando do país de 11 milhões de habitantes. O premiê Claude Joseph diz que está no controle, mas Moise havia nomeado um substituto para ele na segunda-feira. A oposição acusa Joseph de tomar o poder. No entanto, a enviada da ONU para o Haiti disse que Joseph representa a autoridade responsável, pois Ariel Henry não havia prestado juramento, citando artigo da Constituição haitiana.

O assassinato do presidente talvez seja a maior consequência da escalada de violência que afeta o país desde 2018. Em 1º de julho, o Conselho de Segurança da ONU divulgou um documento relatando preocupação com a deterioração política, de segurança e humanitária no país. (Da Redação com Estadão Conteúdo)