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Espanha tenta frear onda de imigrantes

20 de Maio de 2021 às 00:01
Da Redação com Estadão Conteúdo
Imigrantes deixam Marrocos, no norte da África, na esperança de entrar na Espanha por Ceuta.
Imigrantes deixam Marrocos, no norte da África, na esperança de entrar na Espanha por Ceuta. (Crédito: ANTONIO SEMPERE / AFP)

O governo da Espanha enviou nesta terça-feira, 18, tropas para conter a entrada de imigrantes no enclave de Ceuta, no norte da África, pelo segundo dia seguido. Alguns saltaram as cercas de proteção. Outros, tentaram chegar a nado. A onda migratória começou na segunda-feira, 17, depois que o Marrocos relaxou os controles de fronteira, após uma crise diplomática com o governo espanhol.

As cenas de terça-feira foram dramáticas. Soldados atônitos tentavam separar adultos e menores e carregavam crianças nos braços, enquanto funcionários da Cruz Vermelha ajudavam os que saíam do mar congelados e exaustos. Um socorrista espanhol resgatou um bebê que estava a ponto de se afogar. Uma mulher inconsciente deitada na areia foi carregada para fora da praia em uma maca. Pelo menos uma pessoa se afogou ao tentar chegar ao enclave pelo mar.

A chegada repentina de imigrantes provocou uma crise humanitária e agravou a disputa diplomática entre os dois países, que tem como pano de fundo a soberania sobre a região do Saara Ocidental Ceuta é um enclave espanhol em solo africano. O território de 85 mil habitantes é separado do Marrocos por uma cerca dupla de 10 metros de altura.

Segundo dados do governo espanhol, desde segunda-feira, 8 mil imigrantes tentaram passar de Marrocos para Ceuta. Aproximadamente 4 mil pessoas foram deportadas para o território marroquino.

Em Ceuta, o fluxo de migrantes continuou, embora a um ritmo mais lento. Os policiais conduziram os detidos até a cerca que separa os dois territórios e os expulsaram por alguns portões. Alguns imploraram para ficar. (Da Redação com Estadão Conteúdo)