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Internacional

EUA vão doar 60 milhões de doses da AstraZeneca nos próximos meses

A medida supera a ação do mês passado para compartilhar cerca de quatro milhões de doses

30 de Abril de 2021 às 15:02
Estadão Conteúdo
Cientista faz teste de vacina da Covid-19 em laboratório. Crédito da Foto: Sumaia Vilella / Agência Brasil
Cientista faz teste de vacina da Covid-19 em laboratório. Crédito da Foto: Sumaia Vilella / Agência Brasil (Crédito: Cientista faz teste de vacina da Covid-19 em laboratório. Crédito da Foto: Sumaia Vilella / Agência Brasil)

Os Estados Unidos anunciaram que vão doar todo o seu estoque de vacinas da AstraZeneca assim que o imunizante for aprovado nas análises de segurança federais, afirmou a Casa Branca. Segundo o governo, são estimadas 60 milhões de doses para exportação nos próximos meses.

A medida supera a ação do governo Joe Biden no mês passado para compartilhar cerca de quatro milhões de doses da vacina com o México e o Canadá. A vacina AstraZeneca é amplamente utilizada em todo o mundo, mas ainda não foi autorizada pela agência reguladora norte-americana (FDA, na sigla em inglês).

"Dado o forte portfólio de vacinas que os Estados Unidos já possuem e que foram autorizadas pelo FDA, e dado que a vacina AstraZeneca não está autorizada para uso nos Estados Unidos, não precisamos usar a vacina AstraZeneca aqui durante os próximos meses", disse o coordenador da covid da Casa Branca, Jeff Zients. "Portanto, os Estados Unidos estão procurando opções para compartilhar as doses do AstraZeneca com outros países à medida que forem disponibilizadas", declarou Zients.

Pressão na Índia

Na Índia, o governo ordenou que Twitter, Facebook e Instagram bloqueiem cerca de 100 postagens que criticam sua forma de lidar com a explosão da covid-19 no país. A medida gerou acusações de censura na democracia mais populosa do mundo.

As autoridades disseram que a determinação foi projetada para lidar com o que chamou de tentativas de espalhar desinformação relacionada ao coronavírus e criar pânico ao postar imagens de cadáveres fora do contexto. O Twitter, que recebeu muitos dos pedidos de remoção, bloqueou as postagens na Índia, embora elas permanecessem visíveis fora do país.

E a crise da covid-19 na Índia segue preocupando o restante do mundo. O secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, se comprometeu a ajudar o país, ex-colônia britânica. Em entrevista à Sky News, ele afirmou que vai enviar ao compressores e ventiladores de oxigênio à nação asiática.

"A pressão sobre os hospitais na Índia está ficando insuportável e vamos fazer nossa parte para garantir que nossos amigos na Índia recebam todo o apoio que puderem", declarou. "Se necessário, colocaremos aviões militares juntos ou fretaremos outros aviões. Faremos tudo o que pudermos para aliviar o sofrimento deles."

Para o chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a situação na Índia é "além de partir o coração". De acordo com ele, a OMS está enviando ajuda extra e suprimentos para ajudar a combater o novo surto catastrófico do país.

Variante na Itália

As autoridades do norte da Itália anunciaram que identificaram dois casos da variante indiana do coronavírus em um pai e uma filha que voltaram recentemente do país. A notícia segue relatos de outro caso na região central da Toscana no mês passado.

No domingo, 25, o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, anunciou uma nova proibição de entrada na Itália para as pessoas que tenham estado na Índia nos últimos 14 dias.

Casos em Portugal e nas Filipinas

Nesta segunda-feira, 26, Portugal não reportou nenhuma morte por covid-19 nas últimas 24 horas, sendo a primeira vez desde 3 de agosto de 2020. Segundo a autoridade de saúde portuguesa, o país registrou 16.965 óbitos desde o início da pandemia e 834.638 casos de infecção. A autoridade sanitária destacou que cerca de 20% de seus 10 milhões de habitantes já foram vacinados com uma dose da vacina da covid-19 e 7% com duas doses.

Hoje, as Filipinas anunciaram que o número total de casos de coronavírus registrados ultrapassou 1 milhão, com novas infecções na região da capital, o epicentro de seu último surto.