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TikTok é processado no Reino Unido por coletar dados pessoais de crianças

Longfield estima que todas as crianças que usaram o TikTok poderiam ser afetadas pela coleta de dados

21 de Abril de 2021 às 10:55
Cruzeiro do Sul [email protected]
Usuário acessa o aplicativo TikTok por meio de smartphone
Usuário acessa o aplicativo TikTok por meio de smartphone (Crédito: Manjunath Kiran / AFP (30/6/2020))

Uma ex-comissária da Infância na Inglaterra apresentou nesta quarta-feira (21) uma denúncia contra a plataforma de vídeos TikTok, acusando-a de coletar ilegalmente dados pessoais de milhões de crianças no Reino Unido e na Europa.

Anne Longfield processou o TikTok e sua empresa matriz chinesa ByteDance em nome dessas crianças, menores de 16 anos na UE e de 13 no Reino Unido, esperando uma indenização total de bilhões de libras, segundo um comunicado.Segundo ela, cerca de 3,5 milhões de menores estão envolvidos no Reino Unido.

Longfield estima que todas as crianças que usaram o TikTok desde maio de 2018, ou seja, desde a introdução do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, tendo ou não uma conta, poderiam ser afetadas por esta coleta de dados.

Entre essas informações pessoais estão números de telefone, vídeos, imagens, localização da conexão ou inclusive dados biométricos, como o reconhecimento facial.

A ação judicial, apresentada também pelo escritório de advocacia Scott+Scott, afirma que o TikTok coleta os dados sem avisar suficientemente, sem transparência e sem pedir o consentimento, como exige a lei.

Um porta-voz do TikTok respondeu afirmando que a denúncia "carece de fundamento" e que a empresa "tem a intenção de se defender energicamente". "A privacidade e a segurança são prioridades principais para o TikTok e temos práticas e tecnologias sólidas para proteger todos os usuários e os adolescentes em particular", acrescentou.

O TikTok já foi multado com 5,7 milhões de dólares nos Estados Unidos em fevereiro de 2019 por coletar ilegalmente dados pessoais de menores de 13 anos, incluindo seus nomes, e-mails e endereços. (AFP)