Montadoras
GM e VW fazem pressão para EUA barrarem carros chineses
Aliança de montadoras apoia projeto de lei para restringir concorrência da segunda maior economia do mundo
Os maiores fabricantes de automóveis instalados nos Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o Congresso para impedir definitivamente a entrada de veículos chineses no mercado americano.
O movimento reúne marcas como Toyota, General Motors, Ford e Volkswagen, que defendem a aprovação de uma legislação ainda neste ano para restringir a atuação de concorrentes da segunda maior economia do mundo.
Em setembro, os autores da proposta bipartidária no Senado para proibir veículos chineses concordaram em adiar a tentativa de acelerar a tramitação do projeto de lei até novembro.
"Precisamos proteger o mercado dos EUA de uma enxurrada de importações chinesas que trazem riscos de vigilância e prejudicam os fabricantes atuais, que fizeram investimentos de gerações nas comunidades americanas", disse John Bozzella, que lidera a Aliança para a Inovação Automotiva, que representa a General Motors, a Toyota, a Volkswagen e outras grandes montadoras.
Para defender a urgência da medida, John Bozzella mencionou o avanço dos veículos fabricados na China sobre o mercado europeu. Segundo ele, a União Europeia (UE) importou mais de 1,1 milhão de veículos do país asiático nos oito primeiros meses deste ano, volume superior ao registrado em todo o ano de 2025.
"O Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que conseguiram fazer impunemente na Europa", declarou Bozzella. (Da Redação)