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Montadoras

GM e VW fazem pressão para EUA barrarem carros chineses

Aliança de montadoras apoia projeto de lei para restringir concorrência da segunda maior economia do mundo

03 de Novembro de 2026 às 21:21
Da Redação [email protected]
Marcas defendem criação de lei protecionista
Marcas defendem criação de lei protecionista (Crédito: JENS SCHLÜTER / AFP)

Os maiores fabricantes de automóveis instalados nos Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o Congresso para impedir definitivamente a entrada de veículos chineses no mercado americano.

O movimento reúne marcas como Toyota, General Motors, Ford e Volkswagen, que defendem a aprovação de uma legislação ainda neste ano para restringir a atuação de concorrentes da segunda maior economia do mundo.

Em setembro, os autores da proposta bipartidária no Senado para proibir veículos chineses concordaram em adiar a tentativa de acelerar a tramitação do projeto de lei até novembro.

"Precisamos proteger o mercado dos EUA de uma enxurrada de importações chinesas que trazem riscos de vigilância e prejudicam os fabricantes atuais, que fizeram investimentos de gerações nas comunidades americanas", disse John Bozzella, que lidera a Aliança para a Inovação Automotiva, que representa a General Motors, a Toyota, a Volkswagen e outras grandes montadoras.

Para defender a urgência da medida, John Bozzella mencionou o avanço dos veículos fabricados na China sobre o mercado europeu. Segundo ele, a União Europeia (UE) importou mais de 1,1 milhão de veículos do país asiático nos oito primeiros meses deste ano, volume superior ao registrado em todo o ano de 2025.

"O Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que conseguiram fazer impunemente na Europa", declarou Bozzella. (Da Redação)