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Gasolina e etanol

Governo tenta frear preço dos combustíveis

09 de Outubro de 2026 às 21:51
Estadão Conteúdo [email protected]
O preço médio do litro do diesel comum caiu a R$ 5,04 na primeira metade de julho
Subvenção ao etanol subiu de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro (Crédito: Emidio Marques/Arquivo JCS )

O governo federal detalhou ontem (9) medidas adicionais para frear os preços dos combustíveis, em meio à disputa de segundo turno na eleição presidencial. O conjunto envolve ampliação da desoneração da gasolina e do etanol hidratado, além de nova subvenção ao diesel. A validade é de um mês.

Para a gasolina, a desoneração é no valor de R$ 0,89, relativo à cobrança atual de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Na prática, será zerada a cobrança federal do combustível, com aumento de R$ 0,26 da desoneração que já estava em vigor (em R$ 0,63). O impacto passa de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões por mês. Esse valor já considera o custo da desoneração do etanol, mantida em R$ 0,19 por litro.

Além de ampliar em R$ 0,26 a desoneração da gasolina A, zerando a tributação federal, o governo também elevou de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro a subvenção ao etanol. A medida terá impacto de R$ 800 milhões no período, cerca de R$ 400 milhões acima do impacto anterior. Por determinação legal, é necessário manter o diferencial competitivo entre etanol e gasolina.

No diesel, foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro apenas para o combustível importado. O custo estimado é de R$ 1,6 bilhão nos próximos 30 dias. O valor se soma à subvenção de R$ 2,12 por litro já concedida previamente - tanto importado quanto produção nacional. Foi percebida uma subida no porcentual de diesel importado para garantir a oferta interna. A subvenção ao importador foi justificada para garantir abastecimento interno e evitar a volatilidade de preço.

O governo aponta, como justificativa, preços em patamar acima do verificado no período pré-guerra no Oriente Médio. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, justificou as medidas como mais um passo do governo em usar o aumento de arrecadação para "proteger" a população brasileira. (Estadão Conteúdo)