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Política econômica

Copom reduz taxa de juros para 13,75% ao ano

É o quinto corte consecutivo na Selic desde abril, em um cenário de queda da inflação

16 de Setembro de 2026 às 21:06
Estadão Conteúdo [email protected]
Redução decidida pelo Banco Central foi de 0,25 ponto percentual
Redução decidida pelo Banco Central foi de 0,25 ponto percentual (Crédito: MARCELLO CASAL JR. / ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL)

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio e do fenômeno climático El Niño, o Banco Central (BC) cortou os juros pela quinta vez seguida.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

"O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz comunicado.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom.

O Copom esteve desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

Estados Unidos

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) decidiu por unanimidade, também ontem, aumentar suas taxas de juros em um quarto de ponto percentual para conter a inflação, uma medida esperada pelos mercados financeiros, mas criticada pelo presidente Donald Trump.

O Fed não elevava suas taxas de juros de referência desde meados de 2023. Agora, a aumentaram em um quarto de ponto percentual, situando-as na faixa entre 3,75% e 4%.

Segundo um comunicado da instituição, esta decisão tem como objetivo fazer com que a inflação americana retorne mais rapidamente à meta de 2% buscada pelo Fed.

A inflação está "muito alta há muito tempo", justificou o recém-empossado presidente do Fed, Kevin Warsh, nomeado por Trump. (Agência Brasil e AFP)