Atividade econômica
PIB brasileiro cresce 0,5% no 2º trimestre
Dados divulgados pelo IBGE confirmam trajetória de desaceleração, captando principalmente os efeitos da política monetária e do contexto global
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB apresentou alta de 2% no segundo trimestre de 2026.
Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre de 2026 totalizou R$ 3,4 trilhões.
O PIB da agropecuária subiu 2,8% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro, o maior avanço entre os setores da economia. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB da agropecuária teve alta de 6,8%.
O PIB de serviços subiu 0,2% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB de serviços teve alta de 1,5%. No ano de 2026, o PIB de serviços cresceu 0,2% ante 2025.
Já o PIB da indústria subiu 0,1% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre. No primeiro semestre, o crescimento foi de 1,6%.
O consumo das famílias recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE. O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre.
Desaceleração
Os dados do PIB confirmam a trajetória de desaceleração da economia brasileira, captando principalmente os efeitos da política monetária doméstica apertada e as consequências adversas do contexto global, em parte suavizados pelas medidas de suporte à demanda anunciadas pelo governo.
Apesar da expectativa de desaceleração confirmada, a abertura dos dados trouxe algumas surpresas negativas em relação ao inicialmente esperado, evidenciando que o contexto de restrição financeira elevada tem tido peso importante para famílias e empresas.
O consumo das famílias chama particular atenção com trajetória expressiva de desaceleração e retração no segundo trimestre do ano na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Esse resultado se materializa em contexto de mercado de trabalho ainda resiliente, marcado por sinais apenas incipientes de moderação, com aumento da ocupação na casa de 1%, massa de rendimento ao redor de 4% e taxa de desemprego abaixo de 5,5%. (Da Redação com Estadão Conteúdo)