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Atividade econômica

PIB brasileiro cresce 0,5% no 2º trimestre

Dados divulgados pelo IBGE confirmam trajetória de desaceleração, captando principalmente os efeitos da política monetária e do contexto global

01 de Setembro de 2026 às 21:43
Da Redação com Estadão Conteúdo [email protected]
PIB do agro cresceu 11,3% ante o 4º trimestre de 2023
PIB do agro cresceu 11,3% ante o 4º trimestre de 2023 (Crédito: WENDERSON ARAÚJO / TRILUX / CNA )

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB apresentou alta de 2% no segundo trimestre de 2026.

Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre de 2026 totalizou R$ 3,4 trilhões.

O PIB da agropecuária subiu 2,8% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro, o maior avanço entre os setores da economia. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB da agropecuária teve alta de 6,8%.

O PIB de serviços subiu 0,2% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB de serviços teve alta de 1,5%. No ano de 2026, o PIB de serviços cresceu 0,2% ante 2025.

Já o PIB da indústria subiu 0,1% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre. No primeiro semestre, o crescimento foi de 1,6%.

O consumo das famílias recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE. O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre.

Desaceleração

Os dados do PIB confirmam a trajetória de desaceleração da economia brasileira, captando principalmente os efeitos da política monetária doméstica apertada e as consequências adversas do contexto global, em parte suavizados pelas medidas de suporte à demanda anunciadas pelo governo.

Apesar da expectativa de desaceleração confirmada, a abertura dos dados trouxe algumas surpresas negativas em relação ao inicialmente esperado, evidenciando que o contexto de restrição financeira elevada tem tido peso importante para famílias e empresas.

O consumo das famílias chama particular atenção com trajetória expressiva de desaceleração e retração no segundo trimestre do ano na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Esse resultado se materializa em contexto de mercado de trabalho ainda resiliente, marcado por sinais apenas incipientes de moderação, com aumento da ocupação na casa de 1%, massa de rendimento ao redor de 4% e taxa de desemprego abaixo de 5,5%. (Da Redação com Estadão Conteúdo)