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Comércio exterior

ApexBrasil direciona empresas a novos mercados

11 de Agosto de 2026 às 21:09
Estadão Conteúdo [email protected]
Negociação com EUA segue, diz presidente da ApexBrasil
Negociação com EUA segue, diz presidente da ApexBrasil (Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom / Arquivo Agência Brasil)

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que a agência vai lançar uma ação extraordinária para atender 5.300 empresas brasileiras impactadas pelo aumento de tarifas no mercado norte-americano, com investimento de R$ 210 milhões ao longo dos próximos 12 meses. A iniciativa, apresentada no WTC Events Center, tem como foco colocar as companhias frente a frente com compradores internacionais em mercados alternativos, por meio de feiras, rodadas de negócios e reuniões comerciais.

Segundo Müller, a estratégia será implementada em dois eixos. O primeiro prevê atendimento direto e individualizado às empresas pela própria ApexBrasil. O objetivo, de acordo com ele, é viabilizar encontros com compradores de outros destinos para reduzir a dependência do mercado americano.

O segundo eixo será executado em parceria com 29 entidades do setor privado, com as quais a agência vem estruturando um plano específico para setores afetados pelas tarifas. Nesse modelo, as empresas serão atendidas por meio das ações organizadas com as entidades, também com foco em feiras e missões de negócios, além de rodadas no Brasil com a vinda de compradores estrangeiros.

Müller acrescentou que o programa incluirá apoio financeiro direto para que empresas possam se preparar para exportar a novos mercados, como na obtenção de certificações exigidas por determinados países. A ApexBrasil trabalhará com 36 mercados considerados prioritários para a diversificação, em uma tentativa de gerar oportunidades reais de negócio e abrir novos caminhos para as empresas atingidas pelo tarifaço.

O presidente da ApexBrasil listou como principais focos dessa diversificação Canadá, México, Alemanha e Turquia, além de destinos na África, como África do Sul, Nigéria e Etiópia e, na Ásia, a Indonésia, Cingapura, Índia e China. No recorte europeu, a menção à Alemanha reforça o peso do continente na estratégia e no desempenho recente da balança.

Apesar do foco na diversificação, o presidente da agência afirmou que a ApexBrasil não deixará de atuar nos Estados Unidos. Segundo ele, o país segue como mercado relevante e a agência manterá ações de promoção comercial, inclusive com o escritório em Washington, para buscar ampliação de isenções tarifárias e para promover setores brasileiros que não foram atingidos.

Balança comercial

Müller destacou que a balança comercial brasileira registrou superávit recorde de US$ 35 bilhões em julho. "É o melhor mês de julho da história do Brasil", disse. No acumulado do semestre, as exportações somaram US$ 220 bilhões, frente a US$ 200 bilhões no mesmo período do ano passado. (Estadão Conteúdo)