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Lucro da Petrobras cresce 96% com alta do petróleo

Pagamento de dividendos para os acionistas da companhia foi aprovado no valor de R$ 17,4 bilhões

07 de Agosto de 2026 às 20:43
Receita de vendas no segundo trimestre de 2026 subiu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões
Receita de vendas no segundo trimestre de 2026 subiu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões (Crédito: Fernando Frazão / Arquivo Agência Brasil)

A Petrobras fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, alta de 96,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e 60,6% maior do que o registrado no trimestre imediatamente anterior. O lucro líquido no primeiro semestre havia avançado 37,6% ante um ano antes, para R$ 85,1 bilhões.

A receita de vendas no período subiu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões, frente ao segundo trimestre de 2025, e 37,1% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O resultado ficou cerca de 0,84% abaixo do recorde registrado no segundo trimestre de 2022 (R$ 170, 9 bilhões).

A Petrobras destaca que houve recorde de utilização das refinarias, com fator de utilização (FUT) de 101,2%, elevando em 5,6% a produção de derivados em relação ao trimestre anterior. A produção própria de óleo no Brasil atingiu 2,7 milhões de barris por dia (bpd), 15% superior ao segundo trimestre de 2025.

"O aumento da eficiência operacional dos ativos de 3,1% permitiu a adição de 70 mil barris por dia na comparação anual. Mantivemos forte desempenho operacional, com o avanço do ramp-up dos sistemas, a entrada em operação da (plataforma) P-79 e ganhos de eficiência.", destaca a companhia.

A empresa informa ainda que a receita com exportações no segundo trimestre somou R$ 63,8 bilhões, alta de 98,5% sobre um ano antes e 59,7% maior frente ao primeiro trimestre.

Dividendos

A Petrobras aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas, como antecipação relativa ao exercício de 2026. O valor equivale a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial em circulação.

Segundo a companhia, a distribuição está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto estiver igual ou abaixo do limite máximo definido no plano estratégico, observadas as demais condições.

O diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, reiterou que a companhia não deve fazer distribuição de dividendos extraordinários, avaliando essa possibilidade como de probabilidade "muito baixa" para este ano.

"Tudo o que eu tenho de valor adicional de caixa vou distribuir em dividendos ordinários. Se não tiver investimento a ser feito, se a dívida estiver controlada, não vemos problema nenhum sobre isso proventos extras. Essa lógica continua desde que nós chegamos aqui", afirmou.

Melgarejo afirmou que a decisão se ampara na expectativa de que a cotação do petróleo retorne aos níveis originalmente previstos no Planejamento Estratégico 2025-2030. "Vejo pouca probabilidade de extraordinários porque não acho que o Brent fica nesse patamar", disse ele. (Da Redação com Estadão Conteúdo)