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Combustíveis

Preço do petróleo dispara e ultrapassa 100 dólares

Cotação internacional volta a subir com retomada de conflitos no Oriente Médio

23 de Julho de 2026 às 21:07
AFP
Alta é repassada na venda dos combustíveis fósseis em todo o mundo
Alta é repassada na venda dos combustíveis fósseis em todo o mundo (Crédito: STR / AFP)

Os preços do petróleo voltaram a subir com força ontem (23), impulsionados por novos ataques contra navios no Mar Vermelho, gerando temores de uma nova perturbação do transporte marítimo, sacudido nos últimos meses pelas intervenções militares no Estreito de Ormuz.

A alta ocorre no momento em que o mercado do petróleo acumula cinco meses de redução da oferta, após o início da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Após a assinatura do memorando de entendimento entre Irã e EUA, em 17 de junho, o preço do barril de petróleo começou a cair até chegar ao valor mínimo de US$ 70, no dia 1º de julho, menor preço desde o início da guerra.

O barril do Brent do Mar do Norte operava em alta de 8,36% ontem à tarde a US$ 101,93, uma cifra que não alcançava desde o fim de maio. O equivalente americano, o barril de WTI, era cotado a US$ 93,44, o que representou um aumento de 7,61%.

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 2,01 milhões de barris, a 411,675 milhões de barris na semana passada, informou o Departamento de Energia (DoE, em inglês). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam queda de 1 milhão de barris no período.

Os estoques de gasolina avançaram 765 mil barris, a 211,294 milhões de barris, ante expectativa de queda de 1,1 milhão de barris.

Irã

O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou ontem os Estados Unidos em razão da nova alta nos preços do petróleo.

Em publicação no X, o parlamentar escreveu: "eles queriam punir o Irã. Em vez disso, se puniram com o petróleo a preços exorbitantes. Estratégia nota 10/10".

Em um meme anexado à postagem, panoramas como o barril a US$ 150, a gasolina americana a US$ 7, rendimentos das T-notes de dez anos a 6% e uma recessão global foram mencionados. (Estadão Conteúdo, AFP e Agência Brasil)