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Oriente Médio

Petróleo sobe após ataques a infraestruturas

Conflito prejudica funcionamento de refinarias, com prejuízos a países aliados dos EUA

18 de Julho de 2026 às 21:22
AFP
Navegação de navios petroleiros segue com restrições no Golfo Pérsico
Navegação de navios petroleiros segue com restrições no Golfo Pérsico (Crédito: AFP)

Os preços do petróleo dispararam na sexta-feira (17) diante da intensificação do conflito no Oriente Médio, onde novas trocas de bombardeios atingiram infraestruturas civis.

O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em setembro, avançou 4,60%, para US$ 88,10. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, subiu 4,48%, para US$ 82,49.

"Não há nenhum indício sólido de que a tendência de alta dos preços tenha chegado ao fim", ressaltou David Morrison, da Trade Nation.

Os Estados Unidos bombardearam o Irã na quinta-feira (16) pelo sexto dia consecutivo, e Teerã respondeu com ataques a países do Golfo Pérsico aliados de Washington.

O exército americano afirmou ter atacado "dezenas de alvos militares iranianos", enquanto Teerã informou sobre danos na rede elétrica no sul do país. No Kuwait, uma usina elétrica e uma planta de dessalinização foram atingidas por um ataque iraniano.

Com a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã em 7 de julho, os preços do petróleo bruto saltaram cerca de 16% na semana.

O mercado de petróleo está atento ao Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica pela qual, antes da guerra, transitavam 20% do petróleo e do gás liquefeito consumidos no mundo.

Os ataques mais recentes poderiam ter impulsionado o preço do petróleo bruto para mais de US$ 100 o barril, avaliou John Evans, analista da PVM Energy.

Mas isso não ocorreu por dois fatores, segundo o especialista: a capacidade de adaptação da oferta mundial de petróleo e a possibilidade de que o conflito acabe.

Além do importante recurso das reservas estratégicas de petróleo, os efeitos do conflito têm sido atenuados pelo desvio de parte das exportações sauditas pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que margeia o Iêmen, destacou Norman Lebke, do Commerzbank.

A escalada das tensões entre os rebeldes houthis, que controlam parte do Iêmen, e a Arábia Saudita, porém, pode complicar essa alternativa. (AFP)