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Comércio

Varejo tem pior junho desde pandemia, apesar de Copa e festas juninas

09 de Julho de 2026 às 21:47
Estadão Conteúdo [email protected]
Embora o ambiente digital siga liderando, com 43,21% das intenções de compra, há retomada do varejo físico: shoppings devem concentrar 25,93%, enquanto lojas de centro 
e bairro somam 12,35%
Embora o ambiente digital siga liderando, com 43,21% das intenções de compra, há retomada do varejo físico: shoppings devem concentrar 25,93%, enquanto lojas de centro e bairro somam 12,35% (Crédito: REINALDO SANTOS)

O varejo brasileiro frustrou expectativas com a Copa do Mundo e as festas juninas. O setor registrou o pior mês de junho desde 2020, no auge da paralisação das lojas por conta da pandemia, aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

Em junho, as vendas caíram 2,8% em termos reais na comparação com igual mês de 2025, de acordo com o levantamento. Em maio, o indicador já havia apresentado contração de 3,4%, também o pior desempenho para o mês desde 2020.

No acumulado do primeiro semestre, houve queda real de 2,2% no comparativo anual. O resultado representa uma deterioração em relação a igual período de 2025, quando o ICVA recuou 0,7%.

Para o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, os números semestrais ilustram um quadro de enfraquecimento do consumo.

"Isso mostra que a renda do brasileiro está pressionada pela inflação e os efeitos são sentidos pelo varejo", explica.

Entre os macrossetores analisados pela Cielo, serviços teve o desempenho mais fraco em junho, com retração real de 9,1%. Já o ICVA de bens duráveis e semiduráveis cedeu 3,4%, enquanto o de bens não duráveis registrou queda marginal de 0,1%.

"Itens essenciais apresentam maior resiliência, enquanto categorias mais discricionárias, especialmente ligadas a serviços, lazer e mobilidade, seguem mais sensíveis ao orçamento das famílias", ressalta Carlos Alves.

Vendas on-line

Em relação aos canais, as vendas on-line cresceram 9,2% em termos nominais no mês passado, de acordo com o ICVA. As do varejo físico, por sua vez, subiram 1,0%, também em termos nominais. (Estadão Conteúdo)