Oriente Médio
FMI e Banco Mundial alertam para riscos persistentes
Órgãos veem incertezas no mercado mundial com a continuidade da guerra
O Fundo Monetário Internacional (FMI), a Agência Internacional de Energia (AIE), o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (OMC) afirmaram que a economia global tem demonstrado resiliência diante dos impactos da guerra no Oriente Médio, embora o conflito continue gerando incertezas para os mercados de energia, o comércio internacional e o crescimento econômico.
Os Estados Unidos retomaram ataques contra o Irã e suspenderam a licença que permitia a venda do petróleo persa, como retaliação a ofensiva iraniana contra embarcações em Ormuz.
"Incentivamos o progresso rumo a uma resolução do conflito e à reabertura do Estreito de Ormuz. Os governos e a comunidade internacional devem permanecer vigilantes e continuar trabalhando juntos para defender o princípio da liberdade de navegação no Estreito e globalmente", defenderam.
As organizações se reuniram para discutir a resposta de suas instituições como parte da atuação do grupo de coordenação criado em abril. O comunicado conjunto, divulgado na quarta-feira (8), pontua que as incertezas permanecem elevadas e os impactos do conflito podem continuar sendo sentidos, apesar da queda dos preços dos combustíveis e fertilizantes desde junho.
Além disso, as organizações afirmaram que o impacto do conflito tem sido desigual entre países e regiões, afetando o fornecimento de energia, a segurança alimentar, os mercados de commodities e a atividade econômica, causando preocupações em relação ao crescimento e à estabilidade de preços.
No comunicado, as instituições destacaram a importância de apoiar a recuperação econômica, proteger empregos e fortalecer a segurança energética e alimentar, além de aumentar a resiliência a choques futuros.
Para o Irã, o FMI projetou contração do PIB de 5,4% em 2026.
O FMI destaca que outros produtores de petróleo afetados pelas interrupções, como o Iraque, Kuwait e Catar, devem sofrer contrações fortes. A Arábia Saudita deve ser menos afetada por ter rotas de exportação mais diversificadas, com expansão da economia de 1,7% neste ano e 5,5% no próximo. (Estadão Conteúdo)