Agro
Governo confirma Plano Safra de R$525 bilhões
Custeio terá menos dinheiro do que na temporada passada
O Plano Safra 2026/27 oferecerá um total de R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores, 1,7% a mais do que a oferta de crédito na temporada 2025/26, de R$ 516,2 bilhões.
No montante total, serão disponibilizados R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização, 7,2% menos que na temporada passada (R$ 414,7 bilhões). Para as linhas de investimento, serão destinados R$ 140,2 bilhões, 38% mais que os R$ 101,5 bilhões da temporada passada.
O governo cortou as taxas de juros do Plano Safra 2026/27 em quase todas as linhas de crédito da agricultura empresarial, entre 0,5 ponto porcentual e 1,5 ponto porcentual, para 8% ao ano a 12,5% ao ano, entre as linhas de custeio e investimento. No Plano Safra anterior, os juros oscilavam de 8,5% a 14%.
A redução de juros era o principal pleito do setor produtivo para o Plano Safra. A diminuição superou a queda da Selic acumulada no período, que saiu de 15% ao ano para 14,25% em um ano. Uma das principais alterações foi feita no custeio empresarial, cujos juros saíram de 14% ao ano para 12,5% ao ano.
Frente Parlamentar
Maior bancada do Congresso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não compareceu ao lançamento do plano, ontem (30), no Palácio do Planalto.
Este é o terceiro ano consecutivo em que parlamentares da bancada do agro não comparecem ao anúncio do Plano Safra e mostram distanciamento do governo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ontem que o governo fez um "esforço grande" para conseguir "harmonizar" as necessidades do agronegócio com as possibilidades das contas públicas. (Estadão Conteúdo).