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IPCA

Prévia da inflação fica em 0,62%, acima do esperado

Acumulado de 12 meses rompe o teto da meta estabelecida pelo BC

27 de Maio de 2026 às 21:49
Cruzeiro do Sul [email protected]
Entre os alimentos, o tomate teve uma das maiores altas
Entre os alimentos, o tomate teve uma das maiores altas (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS )

Os preços dos combustíveis deram trégua na prévia da inflação de maio, mas o orçamento das famílias ainda sofreu pressão do encarecimento dos alimentos, da energia elétrica e dos gastos com saúde. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou de um avanço de 0,89% em abril para alta de 0,62% em maio, informou o IBGE.

Apesar do arrefecimento, a taxa foi a mais elevada para o mês em uma década. O resultado ficou acima da estimativa dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta mediana de 0,56%.

Como consequência, a inflação acumulada em 12 meses acelerou pelo segundo mês seguido, subindo a 4,64% em maio (ante taxa de 4,37% até abril), rompendo assim o teto (de 4,5%) da meta de inflação de 3,0% perseguida pelo Banco Central.

“São muito relevantes os desdobramentos do conflito EUA-Irã na precificação de enorme cadeia de bens e serviços, destacadamente na alimentação no domicílio e em serviços — com destaque para os efeitos vindouros dos fortes reajustes do querosene de aviação, bem como da ocorrência do fenômeno El Niño”, justificou Romão, em relatório.

Em maio, apenas três dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 responderam por 95% de toda a inflação: alimentação e bebidas, alta de 1,38%; habitação, 1,03%; e saúde e cuidados pessoais, 1,05%. (Estadão Conteúdo)