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PCC

Deolane é transferida para presídio do interior de SP

23 de Maio de 2026 às 00:49
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Influenciadora foi levada para Tupi Paulista
Influenciadora foi levada para Tupi Paulista (Crédito: REPRODUÇÃO / CNN)

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi transferida ontem (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do Estado de São Paulo. Ela foi presa na quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após a Justiça manter a prisão preventiva em audiência de custódia, a influenciadora foi para a Penitenciária Feminina de Santana, zona norte da capital paulista, considerada a maior penitenciária feminina do Estado de São Paulo e operando acima da capacidade, segundo dados oficiais. A unidade prisional tem capacidade para cerca de 2,6 mil detentas, mas atualmente abriga número superior ao permitido, em torno de 2,8 mil mulheres, de acordo com informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Deolane foi presa, na quinta-feira, durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo os investigadores, a influenciadora teria participação na movimentação de recursos atribuídos à facção e é apontada no inquérito como integrante da estrutura financeira do grupo.

As apurações indicam que empresas de fachada e contas bancárias ligadas à influenciadora teriam sido usadas para ocultar e movimentar dinheiro do crime organizado. O Ministério Público afirma que o esquema envolvia uma transportadora suspeita de atuar no fluxo financeiro da facção. A defesa dela alega inocência.

Deolane se recusou a fornecer as senhas de seus celulares, apreendidos durante buscas em sua residência no condomínio Tamboré, em Barueri, na Grande São Paulo.

O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau, informou que a recusa da influenciadora em ceder as senhas não impedirá o acesso a dados e diálogos que interessam ao inquérito. Os investigadores detêm técnica para extração de informações arquivadas nos aparelhos. (Estadão Conteúdo)