Economia
Serviços recuam 1,2% em março, 5ª queda seguida
Setor deve impactar no cálculo do PIB do primeiro trimestre
O volume de serviços prestados no País teve uma queda de 1,2% em março ante fevereiro, completando cinco meses consecutivos sem crescimento, o equivalente a uma perda de 1,7% acumulada no período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O recuo foi o mais acentuado desde novembro de 2024, quando encolheu 1,4%.
Os números impõem um viés de baixa para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, atualmente estimado em alta de 0,9% considerando os indicadores antecedentes, avaliou Tobias Puggi, do Departamento Econômico do banco ABC Brasil.
“O resultado da PMS consolida a perspectiva de que atividades mais pesadas nas contas nacionais (como transportes) operaram como um freio na economia, penalizadas pelo transporte de cargas e pela forte restrição na parte aérea de passageiros”, apontou Puggi, em relatório.
O volume de serviços prestados caiu 0,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. O recuo trimestral foi o mais agudo desde o segundo trimestre de 2020, quando tombou 16%, em meio ao choque da pandemia de Covid-19.
“Apesar da queda em março, acreditamos que os serviços devem manter algum crescimento em 2026, contribuindo para sustentar a atividade econômica. Nossa expectativa é que o setor encerre o ano com expansão abaixo de 1%, apoiado por medidas de estímulo promovidas pelo governo e pelo mercado de trabalho aquecido”, previu Heliezer Jacob, economista do C6 Bank, em comentário. (Estadão Conteúdo)