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Brasileiro tem renda per capita de R$ 2.264

08 de Maio de 2026 às 22:57
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Dados do IBGE mostram alta de 6,9% entre 2024 e 2025
Dados do IBGE mostram alta de 6,9% entre 2024 e 2025 (Crédito: PAULO PINTO / ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL )

O rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil subiu a um recorde de R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% em relação a 2024. Houve melhora em todas as faixas de renda, porém a desigualdade teve ligeira alta em 2025, após ter descido ao piso histórico em 2024. Em meio ao mercado de trabalho aquecido e aos juros elevados remunerando mais aplicações financeiras, os brasileiros mais ricos tiveram ganho maior do que os demais estratos da população.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) - Rendimento de todas as fontes, divulgada ontem (8) pelo IBGE.

“A população de maior renda teve crescimento acima da média populacional, apesar de a renda ter crescido para todos os estratos. Não houve piora da renda. O topo da pirâmide teve um crescimento acima da média populacional”, explicou Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa do IBGE.

A renda média real domiciliar per capita dos 10% mais pobres do País subiu 3,1% em 2025 ante 2024, já descontada a inflação do período. Apesar da melhora, o resultado significa que essas pessoas sobreviveram com apenas R$ 268 mensais.

Ao mesmo tempo, a variação no rendimento médio per capita ocorreu com maior intensidade no limite superior da distribuição: os 10% mais ricos tiveram um ganho de 8,7%, para R$ 9.117 mensais por pessoa da família.

Trabalho

O mercado de trabalho aquecido ajudou a aumentar o número de brasileiros com algum tipo de renda para um recorde de 143 milhões de pessoas em 2025, o correspondente a 67,2% de toda a população do País. Ao mesmo tempo, recuou a incidência de lares recebendo Bolsa Família.

A população com rendimento habitual do trabalho subiu a 101,6 milhões, enquanto a população que recebia aposentadoria e pensão somou um ápice de 29,3 milhões. Já os beneficiários de programas sociais do governo totalizaram 19,4 milhões.

A proporção de domicílios com algum beneficiário do programa Bolsa Família recuou de 18,6% em 2024 para 17,2% em 2025, mas a fatia de lares com beneficiário do BPC-Loas aumentou de 5,0% para 5,3% no período, (Estadão Conteúdo)