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Trabalho

Mulheres tem salário 21,3% menor do que o de homens

Levantamento do MTE considera empresas privadas com 100 ou mais empregados

27 de Abril de 2026 às 22:17
Cruzeiro do Sul [email protected]
Desigualdade aumentou na comparação 
com 2023, quando era de 20,7%
Desigualdade aumentou na comparação com 2023, quando era de 20,7% (Crédito: DIVULGAÇÃO / CNI)

As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens em empresas privadas com 100 ou mais empregados, segundo dados divulgados ontem (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A desigualdade salarial aumentou na comparação com 2023, quando era de 20,7%.

Considerando o salário mediano de contratação, as mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens — também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%.

O número de mulheres empregadas aumentou 11% entre 2023 e 2025, de 7,2 milhões para 8 milhões, o equivalente a 41,4% do mercado total. Em contrapartida, a massa de rendimentos feminina representa apenas 35,2% do total — uma alta frente aos 33,7% de 2023.

Para que os rendimentos chegassem a 41,4% do total, em linha com a participação feminina no mercado de trabalho, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos, de acordo com o MTE.

Os dados têm como base a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e abrangem cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Segundo o levantamento, o salário médio das mulheres é de R$ 4.594,89, enquanto o salário contratual mediano é de R$ 2.295,36.

Estados

Os Estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

A proporção de empresas que afirmam promover mulheres aumentou de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram relativamente estáveis.

O total de mulheres negras empregadas aumentou 29% entre 2023 e 2026, de 3,2 milhões para 4,2 milhões. O número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras no seu corpo funcional cresceu 3,6%, para 21.759 das 53,5 mil empresas consideradas. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)