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Comunicações

Brasil apresenta políticas para TV 3.0 em feira nos EUA

Governo estuda distribuir kits de acesso para famílias de baixa renda

22 de Abril de 2026 às 21:43
Cruzeiro do Sul [email protected]
Sistema permite integração com serviços digitais
Sistema permite integração com serviços digitais (Crédito: DIVULGAÇÃO)

Representantes do Ministério das Comunicações e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participaram ontem (22), em Las Vegas, nos Estados Unidos, da maior feira de tecnologia de mídia, audiovisual e radiodifusão do mundo.

O NAB Show, promovido pela associação de radiodifusores dos EUA, é a vitrine das principais inovações tecnológicas no setor. Durante o evento, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o governo federal estuda o uso de recursos do Edital 5G para a distribuição de kits de recepção da TV digital 3.0 às famílias de baixa renda.

Conforme Siqueira Filho, a iniciativa “não é apenas uma medida social de alta relevância, é também uma estratégia estruturante.” Para ele, garantir o acesso significa “acelerar a adoção, estimular o mercado e criar as condições para que todo ecossistema se desenvolva de forma sustentável.”

O ministro também destacou que o governo trabalha para “que a televisão possa operar como um canal robusto de alertas à população, com capacidade de segmentação geográfica e potencial de ativação automática dos dispositivos, garantindo que a informação chegue a quem precisa no momento certo.”

De acordo com Siqueira Filho, a TV 3.0 “abre caminho para a integração com serviços digitais do governo, transformando a televisão em um ponto de acesso a políticas públicas, especialmente para a população que ainda encontra barreiras no uso de outras tecnologias.”

O modelo da TV 3.0 e sua implantação foram definidos em decreto presidencial de agosto de 2025. O ministro acredita que a nova tecnologia ampliará “o alcance do Estado e fortalece a inclusão social”, bem como mudará a forma como as pessoas assistem televisão. “Estamos falando de personalização, uma TV para cada brasileiro. Pela primeira vez, a televisão aberta poderá oferecer experiências adaptadas ao perfil do usuário, sem perder a sua característica essencial de meio de comunicação em massa”, ponderou.

A TV 3.0 permite, por exemplo, a integração com sistema de alertas de emergência, com o envio de avisos para áreas específicas ativando os aparelhos de forma automática, sem a necessidade de conexão de banda larga.

Siqueira Filho destacou que a TV 3.0 abrirá espaço “para novos modelos de negócios” no setor, como a publicidade segmentada baseada em dados e o comércio eletrônico integrado à experiência televisiva.

A expectativa é que durante a Copa do Mundo, que tem início em 11 de junho, já seja possível iniciar testes para a transmissão da TV 3.0. “O ritmo da implantação será definido de acordo com a estratégia das próprias emissoras e o papel do Estado é garantir um ambiente regulatório estável, previsível e propício ao investimento”, afirmou o ministro.

Para o diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), David Butter, “a experiência da TV 3.0 no Brasil é acompanhada com atenção no exterior”. (Agência Brasil)