Habitação
Minha Casa, Minha Vida terá aporte de R$ 20 bilhões
Limites de renda para as faixas foram reajustados
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, anunciou que o governo fará um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa (MCMV), Minha Vida. Com isso, o orçamento do programa de habitação vai a R$ 200 bilhões, disse o ministro. Lima reforçou uma promessa que já vinha sendo falada pelo ex-ministro Jader Filho de entregar, até dezembro de 2026, 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida.
Em uma cerimônia de anúncio de medidas para o setor com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o ministro confirmou o aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na modalidade Classe Média do programa habitacional. O Faixa 3 contemplará imóveis de até R$ 400 mil e o Classe Média, até R$ 600 mil.
Os limites de renda para as diferentes faixas também foram ajustados. Agora, a Faixa 1 será para quem tem renda de até R$ 3.200. A Faixa 2, para quem tem de R$ 3.201 a R$ 5.000. A Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600. O Classe Média, até R$ 13.000.
Vieira defendeu a importância das políticas de habitação. O presidente da Caixa classificou esses programas como uma “verdadeira PPP”, parceria-público-privada. Lula também criticou o que chamou de uma “mania” de governos não continuarem obras planejadas por administrações anteriores.
Reforma
O ministro das Cidades também anunciou mudanças no Reforma Casa Brasil, programa lançado no ano passado para impulsionar os empréstimos para reformas. O público foi ampliado: agora, poderão ter direito às linhas de crédito quem ganhar até R$ 13.000 (seguindo a lógica do Minha Casa, Minha Vida), e não o limite de R$ 9.600.
Os juros do Reforma Casa Brasil também serão reduzidos. Para quem ganha até R$ 3.200, público da Faixa 1 no MCMV, os juros passarão de 1,17% ao mês para 0,99%. Para quem ganha mais de R$ 3.200, os juros passarão de 1,95% também para 0,99% ao mês. (Estadão Conteúdo)