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Cretinice

Lula afirma que vai anular leilão de GLP

02 de Abril de 2026 às 21:56
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Presidente diz que certame foi
Presidente diz que certame foi "cretinice" e "bandidagem" (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em entrevista à TV Record da Bahia ontem (2), que vai anular o leilão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que foi realizado pela Petrobras na terça-feira (31). Lula classificou o certame como “cretinice” e “bandidagem” que, segundo ele, foi feita sem a orientação do governo.

“Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: ‘não vamos aumentar o GLP’. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras. Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, enfatiza.

O leilão durou mais de seis horas e registrou ágio acima de 100%. Mesmo assim, toda a oferta de 70 mil toneladas foi vendida. O total da venda representa cerca de 11% do volume total de GLP comercializado mensalmente no País.

O aumento de preço mais significativo foi registrado no polo Duque de Caxias, com o gás de cozinha saindo de um preço mínimo de R$ 33,37 para R$ 72,77, ágio de 117% em relação ao preço de referência do polo.

Assim como o óleo diesel, o GLP está condicionado a sofrer efeitos pela guerra no Oriente Médio, já que parte do produto que chega no Brasil é importado. O preço do gás de cozinha estava congelado desde novembro de 2024 e a alta vai afetar o programa governamental Gás do Povo, que na avaliação de agentes do setor, terá que ter o seu preço de referência ajustado.

O presidente também disse que o governo federal está estudando a recompra da Refinaria Landulpho Alves, privatizada em 2021 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula também criticou a privatização da BR Distribuidora, finalizada em 2021. Lula disse ter interesse em fazer a recompra, mas isso é possível a partir de 2029.

O presidente também disse que o governo federal está fazendo esforços para que os efeitos da guerra no Oriente Médio não cheguem no preço dos combustíveis e dos alimentos. (Estadão Conteúdo)