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Economia

Dívida Pública Federal cresce 2,31% em fevereiro ante janeiro, para R$ 8,840 trilhões

. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 2,17%, e fechou o mês em R$ 8,511 trilhões

26 de Março de 2026 às 16:18
Da Redação com Estadão Conteúdo [email protected]
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 2,17%, e fechou o mês em R$ 8,511 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 2,17%, e fechou o mês em R$ 8,511 trilhões. (Crédito: deposit photos)

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 2,31% em fevereiro, na comparação com janeiro, de R$ 8,641 trilhões para R$ 8,840 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo Tesouro Nacional. 

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 2,17%, e fechou o mês em R$ 8,511 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 6,13%, para R$ 329,65 bilhões. 

Parcela atrelada Selic 

A parcela de títulos da DPF atrelada à Selic caiu de 49,42%, em janeiro, para 49,10%, em fevereiro, informou o Tesouro Nacional. O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 prevê um intervalo de 46% a 50% para a participação desses títulos. 

A participação dos papéis prefixados subiu de 20,65% para 21,33%, ante 21% a 25% no plano. A parcela dos títulos indexados à inflação caiu de 26,35% para 25,85%, dentro do intervalo de 23% a 27% no PAF. Os papéis cambiais passaram de 3,58% para 3,71%. No PAF, esse intervalo vai de 3% a 7%. 

O Tesouro informou, ainda, que a parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 16,85% em janeiro para 16,65% em fevereiro. No PAF de 2026, o intervalo previsto é de 18% a 22%. 

O prazo médio da dívida caiu de 4,03 anos para 4,00 anos. Os limites do PAF são de 3,8 a 4,2 anos para 2026. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF apresentou redução, de 12,07% ao ano em janeiro para 11,90% ao ano em fevereiro. 

'Colchão da dívida' 

O colchão de liquidez da dívida pública subiu 9,86% em fevereiro, na comparação com janeiro, passando de R$ 1,085 trilhão para R$ 1,192 trilhão, informou o Tesouro Nacional. Frente a fevereiro de 2025 (R$ 888,78 bilhões), houve crescimento, em termos nominais, de 34,13%. 

A reserva serve para honrar compromissos com investidores que compram os títulos brasileiros, e é vista como termômetro para saber se o País tem recursos para pagar seus compromissos, ou se precisaria recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa. 

O montante disponível em fevereiro era suficiente para cobrir 6,41 meses de pagamentos de títulos, ante 6,77 meses em janeiro. O Tesouro trabalha com um mínimo prudencial de três meses de vencimentos.