Buscar no Cruzeiro

Buscar

Operação Fallax

Fundador do Grupo Fictor é suspeito de fraudes bancárias

Organização criaria empresas fictícias para obter empréstimos da Caixa

25 de Março de 2026 às 21:26
Cruzeiro do Sul [email protected]
PF investiga Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master
PF investiga Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master (Crédito: DIVULGAÇÃO / FICTOR)

O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos alvos da investigação da Polícia Federal (PF), que deflagrou ontem (25) a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal. O Grupo Fictor tentou comprar o Banco Master no ano passado.

A investigação foi iniciada em 2024, quando a Polícia Federal identificou a existência de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.

A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, valendo-se, inclusive, de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

Os criminosos, segundo a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos — como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único —, destinadas à obtenção fraudulenta de crédito junto a instituições financeiras

De acordo com os investigadores, o modelo operacional do grupo previa a utilização temporária das empresas (entre 1 e 1,5 ano), com cumprimento inicial das obrigações e posterior inadimplência deliberada, dificultando a recuperação dos valores pelas instituições financeiras.

Há indícios de prejuízos milionários a diversas instituições financeiras, dentre elas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

As investigações indicam que os responsáveis pelo Grupo Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional.

Em nota, o Grupo Fictor afirmou que, assim que a defesa de Rafael tiver acesso ao conteúdo da investigação, “prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos”. (Estadão Conteúdo)