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Abastecimento

Países liberam reservas de petróleo em meio à crise

Ministro de Minas e Energia não vê risco de falta de combustíveis nos postos

11 de Março de 2026 às 21:32
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Fechamento do Estreito de Ormuz reduziu a oferta
Fechamento do Estreito de Ormuz reduziu a oferta (Crédito: THIBAUD MORITZ / AFP (11/3/2026))

A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que seus 32 países-membros concordaram de forma unânime em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado, em resposta às interrupções de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio. A medida ocorre em meio ao colapso dos fluxos energéticos pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global da commodity.

Segundo comunicado da entidade, a decisão de adotar a ação coletiva foi tomada após reunião extraordinária, convocada para avaliar as condições do mercado diante do conflito na região. “Os desafios que estamos enfrentando no mercado de petróleo são sem precedentes em escala”, afirmou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol. Ele acrescentou que a resposta também precisou ter magnitude semelhante, destacando que “os mercados de petróleo são globais, portanto a resposta a grandes interrupções também precisa ser global”.

Birol alertou que a guerra envolvendo o Irã tem potencial para provocar forte desestabilização no mercado energético. De acordo com ele, os fluxos de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz praticamente cessaram, agravando o choque de oferta. O Brasil está em processo para se tornar um membro da AIE.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ontem (11) que não há qualquer risco de desabastecimento de combustíveis no País, embora seja possível verificar uma “especulação criminosa” sobre os preços, segundo ele. O tema foi abordado após discussão sobre os impactos diretos do conflito no Oriente Médio na economia brasileira.

“Não tem possibilidade de ter falta de combustível no posto de gasolina. O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores. Por isso, nós vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, vamos fazer operações, vamos envolver a Polícia Federal”, declarou o ministro após questionado por jornalistas.

Além de citar a fiscalização rigorosa para evitar preços abusivos de combustíveis, Silveira também voltou a criticar o governo de Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras. Após a privatização, a empresa foi renomeada como Vibra Energia. (Estadão Conteúdo)