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Economia

Acordo Mercosul-UE ganha urgência no Senado e vai direto ao plenário, sem passar por comissão

Na semana passada, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou prever para maio o início da vigência do acordo

04 de Março de 2026 às 13:17
Da Redação com Estadão Conteúdo [email protected]
Mercosul e União Europeia
Mercosul e União Europeia (Crédito: Agência Brasil)

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), colocou nesta quarta-feira, 4, o acordo entre Mercosul e União Europeia sob regime de urgência, o que fará com que ele seja votado diretamente em plenário. Antes, estava prevista também uma votação no colegiado, mas, com a decisão, a sessão foi cancelada. A análise em plenário está marcada para a tarde desta quarta. 

Na semana passada, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou prever para maio o início da vigência do acordo. 

Segundo ele, após a aprovação no Senado e a sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, será preciso esperar 60 dias para o acordo entrar em vigência. "Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio o acordo já pode entrar em vigência", disse o vice-presidente. 

A União Europeia já decidiu aplicar provisoriamente o acordo, que cria a maior zona de livre comércio entre dois blocos regionais do mundo, com os países do Mercosul que já concluíram a ratificação interna - por enquanto, Uruguai e Argentina. 

Alckmin citou expectativas da indústria de móveis de aumentar em 20% as exportações para a Europa já no primeiro ano do acordo.

 Trabalhando com a perspectiva de vigência provisória do acordo a partir de maio, o governo brasileiro concluiu o decreto de regulamentação das salvaguardas. A assinatura do texto está prevista para esta quarta-feira.