Buscar no Cruzeiro

Buscar

PIB

Economia brasileira desacelera no ano passado e cresce 2,3%

PIB de 2025 teve o pior desempenho em um período de cinco anos

03 de Março de 2026 às 21:36
Cruzeiro do Sul [email protected]
Setor agropecuário apresentou a maior alta, de 11,7%
Setor agropecuário apresentou a maior alta, de 11,7% (Crédito: JAELSON LUCAS / AEN )

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, informou o IBGE. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 12,7 trilhões no ano.

O resultado desacelerou em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%, e é o menor em cinco anos. No entanto, o número confirma o quinto ano consecutivo de crescimento da economia. No quarto trimestre de 2025, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores.

O destaque principal ficou com a agropecuária, que teve um crescimento de 11,7% em 2025, consequência dos aumentos na produção e dos ganhos na produtividade em culturas como a do milho e da soja.

“O desempenho de 2025 foi como se esperava desde o início do ano, com um PIB um pouco mais fraco, depois de uma sequência de vários anos com um PIB crescendo em torno de 3%”, diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

“Em 2025, começamos a fazer o ajuste da taxa de juros para conter a inflação, e a economia passou a desacelerar. Apesar de tudo, o País conseguiu um crescimento até razoável”, afirma Vale.

Como em anos passados, o País colheu um primeiro semestre melhor — sobretudo pelo bom desempenho da agropecuária — e desacelerou na metade final do ano, justamente por causa do elevado patamar da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano.

“A política monetária está fazendo efeito. Vimos isso pelo canal do crédito, e o último trimestre de 2025 mostra isso”, afirma Silva Matos, pesquisadora da área de economia aplicada do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) e coordenadora do Boletim Macro.

Queda no ranking

O PIB brasileiro teve o 39º melhor desempenho no quarto trimestre de 2025 ante o terceiro trimestre do mesmo ano dentro de um ranking de crescimento considerando as informações de 50 países, divulgou a agência de classificação de risco Austin Rating. O resultado fez o Brasil encerrar o ano passado como a 11ª maior economia do mundo, posto que deve manter em 2026, conforme as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Dessa forma, o Brasil abandonou o grupo das dez maiores economias do mundo. Em 2024, o País ocupava o 10º lugar.

O economista Rodolpho Sartori, da agência classificadora de risco Austin Rating, explica que os cálculos de crescimento comparando países têm como base a taxa de câmbio média do período, o que gera eventuais surpresas.

A Austin calcula que, em valores correntes, o PIB do Brasil totalizou US$ 2,268 trilhões em 2025. Em 2025, no ranking de PIB em dólares, os Estados Unidos detinham 26,1% do PIB mundial; a China, 16,6%; a Alemanha, 4,3%; o Japão, 3,6%; a Índia, 3,5%; o Reino Unido, 3,4%; a França, 2,9%; a Itália, 2,2%; a Rússia, 2,2%; o Canadá, 1,9%; e o Brasil, 1,9%.

“O Brasil caiu uma posição. A Rússia ultrapassou o Canadá e o Brasil”, frisou Sartori. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)