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Crédito

Consignados para trabalhador superam os R$ 100 bilhões

Valor médio dos empréstimos é de R$ 11,8 mil, com juros de 3,2% ao mês

16 de Janeiro de 2026 às 22:36
Cruzeiro do Sul [email protected]
Parcelas mensais do empréstimo giram em torno dos R$ 245
Parcelas mensais do empréstimo giram em torno dos R$ 245 (Crédito: Jos.. Cruz/Ag..ncia Brasil)

O Ministério do Trabalho anunciou sexta-feira (16) que o Crédito do Trabalhador superou os R$ 101 bilhões em empréstimos consignados. Foram 17,044 milhões de contratos firmados desde o lançamento em 21 de março do ano passado. Foram 8,523 milhões de pessoas beneficiadas pelo programa.

Segundo a pasta, o valor médio dos empréstimos concedidos é de R$ 11.895,36, com parcelas mensais em torno de R$ 245,90. A taxa média de juros praticada pelo programa ficou em 3,2% ao mês.

“O programa é um sucesso. Ele democratizou o acesso ao crédito e passou a atender trabalhadores e trabalhadoras que recebem um ou dois salários mínimos, que antes estavam excluídos desse mercado”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Segundo ele, uma parcela expressiva dos empréstimos foi para pessoas com renda de até quatro salários mínimos.

O Crédito do Trabalhador permite que trabalhadores celetistas, domésticos, rurais, empregados de microempreendedores individuais (MEI) e diretores não empregados com direito ao FGTS solicitem o crédito. A modalidade permitiria substituir dívidas com juros elevados por crédito consignado com taxas mais baixas

Marinho afirmou que não serão permitidos juros altos. “Com o programa, trabalhadores e trabalhadoras estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades de crédito extremamente onerosas, como o CDC, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que cobram, em média, 11,2% ao mês.”

Os bancos pagarão ao INSS R$ 148 milhões como ressarcimento pelos custos incorridos pelo órgão para a operacionalização de empréstimos consignados a segurados e pensionistas. A informação foi dada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller, em entrevista à GloboNews. Ele acrescentou que, daqui para a frente, o instituto será compensado por este serviço pelos bancos. O valor que cada banco deverá desembolsar será calculado anualmente. (Estadão Conteúdo)