Livre comércio
Ursula e Lula se reúnem na véspera da assinatura do acordo Mercosul-UE
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encontraram-se ontem (16) no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. Depois de mais de vinte anos de negociações, o tratado Mercosul-União Europeia deve ser assinado hoje (17), em Assunção, capital do Paraguai, e a expectativa é que seja ratificado neste primeiro semestre.
Lula disse que o papel do Brasil no acordo não vai se limitar na exportação de commodities. “Não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado. O acordo prevê dispositivos que incentivam empresas europeias a ampliarem seus investimentos”, disse Lula em seu pronunciamento.
O acordo prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores, além da eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos.
“Já somos grandes provedores de produtos agropecuários para a União Europeia. Nossa parceria vai contemplar cadeias de valor estratégicas para a transição energética e transição digital”, declarou Lula.
“O acordo Mercosul-UE multiplicará oportunidades como nunca antes. Com acesso mútuo a mercados estratégicos. Regras claras e previsíveis. Padrões comuns. E cadeias de suprimento que se transformam em verdadeiras rodovias para investimentos”, disse Ursula von der Leyen.
Em relação à parceria entre Europa e Brasil, Ursula von der Leyen pontuou que há avanços rumo a um acordo que estruturará a cooperação em projetos conjuntos de investimento em lítio, níquel e terras raras. “Isso é fundamental para nossas transições digital e limpa”, comentou. (Estadão Conteúdo)