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Inflação

IPCA desacelera em outubro e sobe 0,09%

Inflação acumulada no ano segue acima do limite de tolerância do Banco Central

11 de Novembro de 2025 às 22:22
Cruzeiro do Sul [email protected]
Passagens aéreas e aluguel residencial tiveram maiores altas
Passagens aéreas e aluguel residencial tiveram maiores altas (Crédito: RENATO S. CERQUEIRA / FUTURA PRESS / ARQUIVO ESTADÃO CONTEÚDO)

A inflação oficial fechou outubro com alta de 0,09%, ante um avanço de 0,48% em setembro, informou ontem (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor para um mês de outubro desde 1998, quando foi registrado 0,02%. A taxa acumulada do ano do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 3,73%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,68% até outubro, ante taxa de 5,17% até setembro.

A energia elétrica foi a principal influência negativa no índice do mês (-0,10 ponto porcentual), com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%.

A explicação para a redução do custo da energia elétrica está na migração da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para 1. No patamar 2, há cobrança adicional de R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 quilowatts (Kwh) consumidos. Já no nível 1, vigente em outubro, o extra é de R$ 4,46.

Os preços de alimentação e bebidas aumentaram 0,01%, após queda de 0,26% em setembro. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,16% em outubro, após ter recuado 0,41% no mês anterior. O IBGE deu destaque às quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). No sentido oposto, a batata inglesa subiu 8,56% e o óleo de soja, 4,64%. A alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, ante alta de 0,11% em setembro.

Os preços de transportes subiram 0,11% em outubro, após alta de 0,01% em setembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,02 ponto porcentual para o IPCA.

Os preços de combustíveis tiveram alta de 0,32% em outubro, após avanço de 0,87% no mês anterior. A gasolina subiu 0,29%, após ter registrado alta de 0,75% em setembro, enquanto o etanol avançou 0,85% nesta leitura, após alta de 2,25% na última.

De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, as maiores altas foram do aluguel residencial (0,93%) e da passagem aérea (4,48%). Ambos responderam individualmente por 0,03 p.p. do IPCA.

Acima da meta

O acumulado de 12 meses do IPCA é o 13º seguido fora do limite de tolerância. Esse é um dos motivos principais para o Banco Central manter a taxa de juros básicos da economia, a Selic, em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006 (15,25%). (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)