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Opinião

Haddad diz que taxa básica de juros é ‘restritiva demais’

21 de Outubro de 2025 às 21:34
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Haddad: "O Brasil não vai sair da mesa de negociação" (Crédito: VALTER CAMPANATO / ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL (22/5/2025))

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, repetiu ontem (21) que considera o nível atual da taxa Selic, de 15% ao ano, “restritivo demais” para as condições atuais. Ele ponderou que cabe ao Banco Central conduzir a política monetária, e afirmou que as falas sobre os juros são apenas “opiniões.”

“É uma opinião de um cidadão como outro qualquer. Para o Banco Central, existem nove diretores que decidem isso, todo o resto é cidadão”, disse Haddad, em uma entrevista à GloboNews. “Se eu estivesse lá no Banco Central, eu ia ter essa opinião de que a taxa de juros está restritiva demais para as condições atuais.”

Perguntado sobre a atuação do BC sob a presidência de Gabriel Galípolo — que foi indicado ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas promoveu um forte aumento dos juros —, o ministro disse considerar que é cedo para avaliar, já que a administração tem menos de um ano e começou com “problemas graves a administrar.”

O ministro, no entanto, elogiou a gestão do ex-presidente do BC, Ilan Goldfajn (2016-2019), que foi indicado ao cargo durante o governo Michel Temer (2016-2018). Ele negou que Ilan tenha tido ajuda da política fiscal, com a criação do teto de gastos, para manter os juros baixos.

O ministro disse ainda que a inflação tem se comportado cada vez melhor e está em tendência de queda, lembrando que as projeções do mercado já indicam um IPCA abaixo de 4% no fim de 2027. (Estadão Conteúdo)