Comércio
Exportações de veículos registram alta em agosto
Importações de modelos chineses superaram pela 1ª vez os da Argentina
Balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostrou que houve exportação de 57,1 mil unidades em agosto deste ano. O volume representa uma alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado. O acumulado de janeiro a agosto somou 313,3 mil unidades, 12,1% acima das exportações nos primeiros oito meses de 2024.
“O crescimento da nossa produção nos últimos meses decorre da maior presença de nossas associadas no mercado externo”, disse, em nota, Igor Calvet, presidente da Anfavea.
Em agosto, as fábricas brasileiras produziram 247 mil veículos, o que significa um aumento de 3% em relação ao mês anterior e uma queda de 4,8% ante agosto do ano passado. No ano, são 1,743 milhão de unidades produzidas, alta de 6% sobre 2024.
Em agosto, o total de emplacamentos foi de 225,4 mil veículos. O acumulado de emplacamentos deste ano é 1,668 milhão, 2,8% a mais do que nos primeiros oito meses de 2024. As vendas de modelos nacionais no varejo caíram 9,3% no ano, ante um crescimento de 17,3% dos importados. Mesmo nas vendas diretas, os nacionais cresceram 12,4%, abaixo dos 13,8% de alta dos estrangeiros.
China
As importações de veículos vindos da China ao Brasil no mês de agosto superaram pela primeira vez na história as importações vindas da Argentina. No mês, a China representou 32% de todos os veículos importados ao Brasil, consolidando o país asiático como principal origem dos importados em território nacional no período.Segundo a Anfavea, foram importados 105.410 veículos chineses ao Brasil no acumulado do ano até aqui, uma alta de 45,4% na comparação com igual período de 2024.
O número absoluto no ano, porém, ainda é inferior ao da Argentina, que exportou ao Brasil 134.866 veículos. O crescimento das importações vindas do país vizinho é bem mais modesto, com uma alta de 4,5% em relação a 2024, de acordo com a Anfavea.
Apenas no mês de agosto, os modelos chineses representaram 7,8% de todos os emplacamentos de veículos no Brasil, a maior proporção da série histórica, informou ainda a entidade.
Calvet reconheceu o crescimento do mercado chinês no Brasil, mas destacou que, diferentemente da Argentina, a relação comercial com a China no setor é deficitária ao País. “O comércio com a Argentina é uma via de mão dupla. No caso da China, a gente só importa, a balança não é favorável”, disse. (Agência Brasil e Estadão Conteúdo)