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Incertezas

Ex-ministro alerta para planejamento na agricultura

06 de Setembro de 2025 às 20:49
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Roberto Rodrigues:
Roberto Rodrigues: "Brasil precisa ter estratégia clara" (Crédito: ARQUIVO / AGÊNCIA BRASIL)

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues destacou a necessidade de o Brasil construir uma estratégia de longo prazo para garantir uma posição relevante no cenário global. “O mundo está radicalizado, desordenado. Há incertezas em todas as direções, ninguém sabe exatamente o que virá. Mas, apesar disso, precisamos trabalhar com serenidade, com paz, e pensar no futuro”, afirmou ele, durante o 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em São Paulo, na semana passada.

Por conta disso, o ex-ministro relatou que trabalha na Fundação Getúlio Vargas (FGV), da qual é professor emérito, com o objetivo de antecipar cenários até 2050. “A ideia é discutir, de maneira profunda, quem vai produzir o quê no mundo daqui a três décadas. Quais países terão terra, água, tecnologia, inteligência artificial, mecanização?”, explicou.

Para Rodrigues, o Brasil tem condições de liderar esse processo, desde que o planejamento seja estratégico. “O mundo está mudando de forma rápida e intensa, e o Brasil precisa ter uma estratégia clara. Estratégia é essencial. Só assim vamos saber o que temos de fazer para continuar crescendo e garantindo nossa posição no cenário global”, comentou.

Rodrigues, enviado especial da agricultura na COP30, ressaltou que o setor já prepara um documento a ser apresentado durante o evento em Belém, com propostas baseadas em tecnologias brasileiras. “Esse documento tem um valor histórico porque foi construído de forma conjunta, com a participação de praticamente todas as instituições ligadas ao setor agropecuário e ao governo”, explicou.

Segundo ele, o texto traz três eixos: a implementação efetiva de decisões anteriores da COP, os avanços já alcançados pelo Brasil e os problemas que ainda precisam ser enfrentados, como o não cumprimento de algumas leis. “Queremos oferecer ao mundo nossa visão de segurança ambiental, energética, geração de renda e emprego, e, sobretudo, garantir a renda dos agricultores”, disse. (Estadão Conteúdo)