Tarifas dos EUA
BNDES priorizará exportadores com perdas de mais de 5% do faturamento
Empresas brasileiras que perderam mais de 5% do faturamento bruto total por causa das tarifas impostas pelos Estados Unidos terão prioridade para acessar as linhas de crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que contarão com R$ 40 bilhões. Os detalhes de como se dará o crédito aos exportadores no Plano Brasil Soberano foram apresentados na sexta-feira (22).
Do volume total que será disponibilizado em crédito, R$ 30 bilhões serão do Fundo Garantidor de Exportações (FGE), e
R$ 10 bilhões serão de recursos do próprio banco. Os recursos financiarão capital de giro e investimentos voltados para adaptação da atividade produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.
Teve gente que perdeu mais 60% e até 80% do faturamento, de um dia para o outro, sem nenhuma negociação, capacidade de prever e com contratos em andamento. O dano, em termos de desemprego, é muito expressivo. Para a empresa, é uma tragédia. É parecido com a pandemia da Covid-19 ou com as enchentes no Rio Grande do Sul. É para isso que serve o Estado, para ser solidário com a economia”, divulgou o BNDES.
A expectativa é que o MDIC, a Receita e o Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados] entreguem ao BNDES lista com todas as empresas até o dia 8 de setembro toda a rede bancária. Com esse calendário cumprido a partir do dia 15 de setembro a ter as primeiras aprovações.
Quatro linhas de crédito
O BNDES apresentou as seguintes linhas de crédito disponíveis aos exportadores: Capital de Giro (financiamento de gastos operacionais); Giro Diversificação (busca de novos mercados); Bens de Capital (aquisição de máquinas e equipamentos); e Investimento (inovação tecnológica, adaptação da atividade produtiva, de produtos, de serviços e de processos, e adensamento da cadeia produtiva). (Agência Brasil)