De 6,3% para 5%
Produção de veículos recua 3,6% em julho
Anfavea reduz projeção de crescimento de vendas neste ano, de 6,3% para 5%
A produção de veículos teve queda de 3,6% no mês passado frente ao mesmo período de 2024, chegando a 237,8 mil unidades. Na comparação com junho, deste ano, porém, houve alta de 15,7% na fabricação de veículos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Divulgado ontem (7), pela Anfavea, a entidade que representa as montadoras, o balanço mostra que no acumulado do ano até julho, houve 1,47 milhão de veículos montados, 6,1% acima do volume registrado no mesmo período de 2024.
As vendas do mês passado, de 243,2 mil veículos, cresceram 0,8% no comparativo com julho de 2024. Na margem, ou seja, de junho para julho, as vendas cresceram 14,2%. Com isso, o crescimento no acumulado do ano é de 4,1%, com 1,4 milhão de veículos vendidos no primeiro semestre.
As exportações, por sua vez, somaram 47,9 mil veículos no mês passado, uma alta de 22,4% em relação a julho de 2024, mas uma queda de 5,8% em relação ao mês de junho.
Desde o início do ano, 312,1 mil veículos foram exportados, um crescimento de 52,7% ante os sete primeiros meses de 2024. A Argentina é o principal destino das vendas de veículos ao exterior e vem puxando o resultado.
A Anfavea reduziu a projeção para o crescimento das vendas de veículos neste ano, na comparação com 2024. A estimativa passou de 6,3% para 5%, conforme detalhou o presidente da associação, Igor Calvet, durante entrevista coletiva concedida após a apresentação dos dados do setor referentes a julho.
A previsão inicial era de que 2,802 milhões de veículos fossem vendidos em 2025. Agora, a estimativa caiu para 2,765 milhões. Em 2024, 2,635 milhões foram licenciados no País, segundo a Anfavea.
A revisão reflete a expectativa de que a taxa Selic ficará em 15% até o fim do ano, o que deve levar também a um crescimento mais brando da economia em 2025, afirmou Calvet. “É o patamar mais alto de juro desde 2006, levará à retração na demanda”, disse ele, destacando que também deve haver redução significativa no ritmo de crescimento das concessões de crédito em 2025. (Estadão Conteúdo)
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