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Moeda diferente

Putin propõe novo sistema de pagamento para os Brics

Líder russo quer uma alternativa do uso corrente do dólar entre os países

23 de Outubro de 2024 às 22:37
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Vladimir Putin é anfitrião na cúpula do Brics, em Kazan
Vladimir Putin é anfitrião na cúpula do Brics, em Kazan (Crédito: MAXIM SHIPENKOV / POOL / AFP (23/10/2024))

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs ontem (23) a criação de um sistema de pagamento para os Brics (grupo de países em desenvolvimento formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com o objetivo de apoiar as economias do bloco.

O país tem pressionado pela criação de um novo sistema de pagamento que ofereceria uma alternativa à rede global de mensagens bancárias Swift, controlado principalmente por países ocidentais e baseado no dólar. Isso permitiria a Moscou negociar com parceiros, driblando as sanções impostas por países ocidentais após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Putin disse que a plataforma sugerida poderia se tornar “um poderoso instrumento de apoio às economias dos Brics, e também prover recursos financeiros aos países do Sul e Leste Global”.

A declaração foi dada durante a cúpula do Brics, em Kazan (Rússia), que teve a participação do presidente da China, Xi Jinping, do presidente da Índia, Narendra Modi, e representantes de outros 33 países. O evento segue até hoje (24).

O Ministério da Agricultura do Brasil busca reforçar a cooperação agrícola com os parceiros do Brics. A segurança alimentar é um dos temas debatidos na cúpula.

Em nota, o ministério informou que a posição do Brasil é reafirmar seu papel de um dos principais fornecedores globais de alimentos e de defesa da cooperação multilateral no enfrentamento da insegurança alimentar e das mudanças climáticas

“O Brasil agora terá adidos agrícolas em todos os países do Brics, tanto nos membros fundadores quanto nos novos integrantes, o que amplia nossa capacidade de negociação e cooperação. Esses profissionais são fundamentais para promover uma agenda agrícola robusta, facilitar o intercâmbio de tecnologias e boas práticas e alinhar os interesses do Brasil com os dos nossos parceiros estratégicos”, disse na nota o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, que participa da cúpula. (Estadão Conteúdo)