Buscar no Cruzeiro

Buscar

Desempenho agrícola

Safra terá maior produção de algodão, feijão, arroz e trigo

Levantamento do IBGE prevê, no entanto, menos soja, milho e sorgo

15 de Outubro de 2024 às 22:13
Cruzeiro do Sul [email protected]
São esperados aumentos de 2,4% na colheita de arroz e de 5,5% na de feijão
São esperados aumentos de 2,4% na colheita de arroz e de 5,5% na de feijão (Crédito: SEAGRO / TOCANTINS)

O Brasil deve colher mais arroz, feijão, algodão e trigo em 2024, mas menos soja, milho e sorgo. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, divulgado ontem (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 295,1 milhões de toneladas em 2024, queda de 6,4% em relação a 2023, 20,2 milhões de toneladas a menos.

Para o ano de 2024, a produção de soja deve recuar 4,9%, enquanto a de sorgo deve encolher 8,7%. A expectativa é de última produção de milho 11% inferior, por causa de reduções de 17,4% no milho de 1ª safra e de 9,3% no milho de 2ª safra.

Em contrapartida, são esperados aumentos, em relação ao desempenho de 2023, na produção de algodão herbáceo (14,2%), arroz (2,4%) feijão (5,5%) e trigo (9%).

A estimativa para a soja é que alcance produção de 144,5 milhões de toneladas em 2024. O milho deve somar 116,7 milhões de toneladas, sendo 23 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 93,7 milhões de toneladas de milho na 2ª safra.

A produção do arroz foi estimada em 10,5 milhões de toneladas, e a de feijão, em 3,1 milhões de toneladas. A produção de trigo alcançaria 8,4 milhões de toneladas em 2024, a do algodão herbáceo totalizaria 8,8 milhões de toneladas, e a do sorgo, 3,9 milhões de toneladas.

“Em comparação ao que vimos no ano passado, a safra de 2024 tem mostrado grandes perdas na safra de verão e na segunda safra. Os períodos de seca prolongaram-se e afetaram fortemente a produção em diversos Estados, principalmente Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Paraná”, disse, em nota, o gerente do LSPA, Carlos Barradas. “Além disso, no Rio Grande do Sul a colheita não aconteceu do jeito que se esperava, pois as enchentes que atingiram o Estado em abril e maio deste ano prejudicaram a safra.”

O gerente apontou que, apesar das enchentes, a produção gaúcha apresenta crescimento em relação a 2023. (Estadão Conteúdo)