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Navegação comercial

Obras de dragagem em hidrovias recebem críticas

01 de Outubro de 2024 às 21:48
Cruzeiro do Sul [email protected]
Seca compromete o fluxo de embarcações de carga nos rios
Seca compromete o fluxo de embarcações de carga nos rios (Crédito: DIVULGAÇÃO)

Os planos do governo federal para dragagens de rios e canais usados pela navegação comercial foram apontados como deficientes por líderes do setor em reunião com membros do Executivo. No encontro, representantes da iniciativa privada disseram que, mesmo com agravamento de problemas, faltam definições básicas como as estimativas de datas e critérios sobre execução dos serviços.

As dragagens — retirada de resíduos de leitos para manter as condições de navegação ou ampliar a capacidade — formam um dos principais gargalos do setor, sendo uma demanda de longa data. Atualmente, a necessidade desses serviços está em maior evidência para a navegação interior, feita por rios, que sofrem com a seca e têm tido o fluxo comprometido.

“Frustração é a palavra. Esperava um plano com datas e metas”, afirmou o diretor executivo do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), Claudio Loureiro de Souza. O representante disse que, sem superar atuais obstáculos, as atividades do setor seguirão sofrendo, com demanda limitada pela falta de infraestrutura.

O encontro ocorreu durante evento realizado pela Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA) e o Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI). O plano nacional de dragagem, capacidades nos portos e hidrovias, concessões e parcerias público-privadas (PPPs) de acessos aquaviários são pontos centrais da discussão.

“Estamos em situação crítica. A demanda é entender quais são as metas objetivas e o que podemos fazer para acelerar. Não faltam recursos do setor privado. O que falta? O que precisamos mudar para acelerar isso? É um problema que não temos em outros lugares do mundo”, disse Claudio Loureiro de Souza.

“O adequado é que a autoridade portuária tenha contrato de dragagem a sua disposição para ser demandado quando necessário. Hoje, quando se identifica necessidade, até se colocar em prática, levamos 12, 18 e até 24 meses para concluir uma contratação”, afirmou o secretário de Portos e Transportes Aquaviários, Alex Ávila. (Estadão Conteúdo)