Contribuinte
Receita anuncia medidas para solucionar litígios
Proposta é mais para orientar os contribuintes do que puni-los
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou algumas novas medidas para evitar ou solucionar litígios tributários no País. A ideia é viabilizar a construção de consensos e soluções, ao ampliar possibilidades e ferramentas de diálogos diretos entre contribuintes e Receita. Para isso, foram publicadas duas portarias no Diário Oficial da União de ontem (1º). Uma institui o Receita de Consenso, e a outra, o Receita Soluciona.
Segundo o secretário, os esforços das Receita têm sido muito mais no sentido de orientar os contribuintes a solucionarem seus problemas, do que no sentido de puni-los. Para tanto foram abertos canais de interlocução com confederações representativas de categorias econômicas, centrais sindicais e entidades de classe de âmbito nacional.
O Receita de Consenso é, segundo o secretário, cria algo similar a um ombudsman, para defender o contribuinte, na busca por soluções. “O contribuinte que esteja sob alguma fiscalização e tem alguma dúvida precisa de canais de diálogo que construam consensos. Ali, ele terá um órgão dentro da própria Receita Federal, mas distinto do órgão de fiscalização. Poderá fazer uma ponderação em relação ao debate do contribuinte com o órgão de fiscalização, por exemplo”, explicou.
Barreirinhas acrescenta que esse procedimento será feito de forma voluntária, e que nenhum contribuinte será punido caso não queira participar dele. “É apenas uma abertura, para que o contribuinte tenha a quem acessar, que não seja eventualmente o fiscal”.
Já o Receita Soluciona será um canal de interlocução com entidades, ajudando a evitar o surgimento de litígios. Segundo Barreirinhas, essas entidades (como confederações, sindicatos e entidades de classe de âmbito nacional) farão uma filtragem, de forma a funcionar como um primeiro diálogo com os associados. A partir daí, eles selecionam as dúvidas que mereçam atendimento prioritário para, então, utilizar desse canal direto com a Receita para definir quais soluções serão as prioritárias. (Agência Brasil)