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Saque

Governo nega confisco de valor esquecido em bancos

Dinheiro poderá ser sacado mesmo após ir para conta do Tesouro

14 de Setembro de 2024 às 22:00
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São R$ 8,56 bilhões que vão entrar no caixa da União
São R$ 8,56 bilhões que vão entrar no caixa da União (Crédito: MARCELLO CASAL JR. / ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL )

A incorporação dos cer-ca de R$ 8,56 bilhões esquecidos no sistema financeiro às contas do Tesouro Nacional não representa confisco de recursos, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Em nota, o órgão ressaltou que os donos do dinheiro poderão pedir o saque, mesmo após a incorporação.

A transferência ao Tesouro Nacional consta do projeto que compensa a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de 156 municípios, aprovado de forma definitiva pela Câmara dos Deputados na quinta-feira (12). Os R$ 8,56 bilhões comporão os R$ 55 bilhões que entrarão no caixa do governo para custear a extensão do benefício.

No comunicado, a Secom destacou que a previsão para incorporação desses recursos pelo Tesouro Nacional está prevista em legislação há mais de 70 anos, por meio da Lei 2.313 de 1954. O texto esclarece que, diferentemente de um confisco tradicional, os cidadãos poderão reclamar os valores esquecidos.

O Ministério da Fazenda, informou a Secom, publicará um edital no Diário Oficial da União com informações sobre os valores a receber. O recolhimento poderá ser contestado pelos que tiverem direito.

O Banco Central e o Ministério da Fazenda divergem sobre a forma de contabilizar os valores esquecidos. Para o BC, a transferência dos valores esquecidos para o Tesouro não representa um esforço fiscal porque não resulta de economia de recursos do governo, mas de dinheiro dos correntistas. Haddad diz que há precedentes que permitem a inclusão dos R$ 8,5 bilhões deixados de lado no sistema financeiro na meta fiscal de déficit primário zero para 2024. (Agência Brasil)