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Crescimento

Setor de serviços tem alta de 0,7% em agosto

Foi o quarto mês seguido de crescimento e acumulado no ano é de 8,4%

15 de Outubro de 2022 às 00:07
Cruzeiro do Sul [email protected]
Tecnologia da informação e transporte de carga impulsionaram resultado
Tecnologia da informação e transporte de carga impulsionaram resultado (Crédito: Divulgação)

O setor de serviços registrou avanço de 0,7% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta nessa proporção superou a expectativa de economistas. Foi o quarto mês seguido de crescimento. Com o resultado, a taxa acumulada no ano passou a ser de 8,4%.

Houve avanços em três das cinco atividades pesquisadas em agosto ante julho. O bom desempenho do setor de serviços como um todo nos últimos meses permanece impulsionado pelos segmentos de tecnologia da informação e transporte de cargas, apontou Luiz Almeida, analista da pesquisa do IBGE.

Com este desempenho, o setor opera 10,1% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Os dados que integram a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostram que o resultado ficou 0,9% abaixo do maior patamar da série histórica, registrado em novembro de 2014.

Na comparação com agosto do ano passado, o volume do setor de serviços registrou alta de 8%, sendo a 18ª taxa positiva seguida desse indicador, na série sem ajuste sazonal.

Entre as cinco atividades pesquisadas, três seguiram o resultado positivo do índice geral: outros serviços, serviços prestados às famílias e atividades turísticas. Os destaques foram outros serviços (6,7%), que no mês anterior, apresentou queda de 5% no volume, e as atividades de informação e comunicação (0,6%).

“Esse resultado positivo vem após uma queda, o que não é incomum especialmente no setor de serviços financeiros auxiliares, que teve maior influência sobre esse avanço e também sobre a retração do mês anterior”, comentou o analista da pesquisa, Luiz Almeida.

Os serviços prestados às famílias cresceram 1%, o que representa o sexto mês consecutivo de avanço. Nesse período, o ganho acumulado é de 10,7%. Mesmo assim, o segmento ainda está 4,8% abaixo do patamar pré-Covid.

De acordo com o pesquisador, isso pode ser explicado pelo fato dos serviços prestados às família ter sido o mais afetado durante a pandemia. “Com o retorno das atividades presenciais, a queda das restrições e a diminuição do desemprego, ele (o segmento) vem reduzindo as perdas, mas ainda não chegou ao nível de fevereiro de 2020”, disse Almeida.

Ainda em agosto, o índice de atividades turísticas subiu 1,2%, sendo o segundo resultado positivo consecutivo. O setor opera 0,1% acima do patamar pré-pandemia. Minas Gerais (3,9%), São Paulo (0,6%) e Pernambuco (0,8%) foram os três dos 12 locais pesquisados para esse indicador que cresceram. As principais quedas foram no Rio Grande do Sul (-6,0%) e Santa Catarina (-6,0%).

Em sentido contrário, após três meses consecutivos de crescimento, os transportes em geral recuaram 0,2% em agosto. “O setor de transportes tinha um aumento acumulado de 4% entre maio e julho e está 20% acima do nível pré-pandemia e 0,2% abaixo do ponto mais alto da série, que foi justamente no mês anterior. Essa leve queda parece mais uma acomodação do setor”, avaliou o analista da pesquisa. (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)