Economia
Dívida pública recua para 77,6% do PIB
A dívida pública brasileira continuou em queda em julho. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que a dívida bruta do governo geral fechou o mês aos R$ 7,217 trilhões, ou seja, 77,6% do Produto Interno Bruto (PIB) -- o menor porcentual desde o início da pandemia. Em março de 2020, a taxa em relação ao PIB era de 77,0%.
O porcentual em junho era de 78,0% e, em maio, de 78,2%. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.
A dívida bruta do governo geral -- que abrange o governo federal, os governos estaduais e os municipais, excluindo o BC e as empresas estatais -- é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote.
O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 57,8 % para 57,3% do PIB entre junho e julho. Em maio, era de 58,8%. A DLSP atingiu R$ 5,331 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores do que os da dívida bruta porque leva em conta as reservas internacionais.
No azul
O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção da Petrobras) apresentou superávit primário de R$ 20,440 bilhões em julho, ainda segundo o BC. Foi o melhor resultado para o mês da série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Em junho, havia sido registrado superávit de 14,395 bilhões e, no sétimo mês de 2021, o saldo negativo foi de R$ 10,283 bilhões. O resultado primário reflete a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública.
Com a atualização das Estatísticas Fiscais de junho e julho, o BC coloca em dia essa publicação, que estava defasada havia meses devido à greve dos servidores do órgão, finalizada no início do mês passado. (Estadão Conteúdo)