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Economia

Governo descarta reajuste acima da inflação para policiais

Prazo para aumentos salarias acima da inflação antes das eleições termina em 2 de abril, mas o governo já adiantou que não elevará os ganhos da categoria

30 de Março de 2022 às 08:32
Cruzeiro do Sul [email protected]
O governo descartou a possibilidade de reajuste os salários dos policiais acima da inflação
O governo descartou a possibilidade de reajuste os salários dos policiais acima da inflação (Crédito: Emidio Marques/ Arquivo JCS )

O governo já descartou a possibilidade de editar medida provisória (MP) com o aumento para as carreiras dos policiais federais até 2 de abril, próximo sábado, quando se esgota o prazo para reajustes salariais acima da inflação antes das eleições.

Pesou na decisão a iminência de uma greve geral no Banco Central (BC) por aumento de salários, que deve começar na sexta-feira, 1º. Ainda nesta segunda (28), funcionários do Tesouro também aprovaram uma paralisação de dois dias e os da Receita Federal se mobilizam por bônus à categoria.

A lei eleitoral estabelece que reajustes na remuneração de servidores públicos para além da recomposição das perdas salariais estão vedados nos seis meses anteriores às eleições. Como o primeiro turno deste ano está marcado para 2 de outubro, o Executivo teria até o próximo sábado para editar uma MP com aumento de salário acima das perdas salariais, como reivindicam os policiais federais.

Na segunda-feira 928), o ministro da Justiça, Anderson Torres, reuniu representantes das polícias e, segundo relatos, explicou que Bolsonaro não poderia anunciar o reajuste agora em razão da greve anunciada no BC. Uma ala do governo diverge da interpretação e diz que o aumento acima da inflação pode ser dado depois de sábado, desde que não seja para todo o funcionalismo. Para o advogado e professor especialista em Direito Eleitoral e administrativo, Rodolfo Prado, no entanto, não há brecha para conceder o reajuste. "A Justiça Eleitoral é rígida e entende que o reajuste a servidores nos seis meses anteriores à eleição é vedado." (Estadão Conteúdo)