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Economia

Alta de alimentos eleva IPCA-15 de março

26 de Março de 2022 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Gastos com alimentação e bebidas subiram 1,95%.
Gastos com alimentação e bebidas subiram 1,95%. (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS (3/4/2020))

Turbinada pelo encarecimento dos alimentos, a prévia da inflação oficial no País se manteve pressionada em março. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,95%, resultado mais elevado para o mês desde 2015, informou ontem o IBGE.

Embora já acentuada, a prévia da inflação nem absorveu integralmente o megarreajuste de combustíveis nas refinarias anunciado pela Petrobras, em vigor desde o dia 11 (para a pesquisa, os preços foram coletados entre 12 de fevereiro e 16 de março). Mesmo assim, o IPCA-15 em 12 meses subiu a 10,79%, maior patamar em seis anos, afastando-se ainda mais da meta de 3,50% perseguida pelo Banco Central (BC) em 2022. Após a divulgação, alguns economistas ajustaram suas projeções para cima.

O Banco Original elevou de 1,10% para 1,25% a projeção para o IPCA de março, e a expectativa para a inflação de 2022, de 6,90% para 7,0%. A LCA Consultores aumentou a sua projeção de inflação de 2022 de 6,7% para 7,0%, o que considera um IPCA de 1,26% no fechamento de março. O banco Credit Suisse elevou sua projeção para o IPCA de 2022 de 7,0% a 7,8%, e o banco britânico Barclays, de 6,2% para 6,6%.

Todos os nove grupos de despesas do IPCA-15 tiveram alta. Os gastos das famílias com alimentação e bebidas subiram 1,95%, responsáveis por quase metade da inflação do mês.

A alimentação no domicílio ficou 2,51% mais cara, impulsionada pelas remarcações de preços em itens impactados por problemas climáticos. O custo da alimentação fora de casa também subiu: 0,52%.

Nos transportes, o maior impacto partiu da gasolina, com alta de 0,83%. Houve altas também em março nos preços do óleo diesel (4,10%) e do gás veicular (5,89%). O etanol teve uma queda de 4,70%. (Estadão Conteúdo)