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Economia

Turismo acumula prejuízo, mas avança em 2021

Ociosidade da capacidade instalada diminuiu e a tendência é de recuperação também em 2022

19 de Dezembro de 2021 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Atividades turísticas mostraram bom desempenho no segundo semestre deste ano.
Atividades turísticas mostraram bom desempenho no segundo semestre deste ano. (Crédito: CRISTIANO TOMAZ / FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO (10/7/2021))

As atividades turísticas no País já somam um prejuízo de R$ 453 bilhões desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020, até outubro deste ano, calcula a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No entanto, a tendência é de recuperação gradual.

Em outubro, a ociosidade da capacidade instalada do setor diminuiu, resultando na menor perda mensal de receitas desde o início da pandemia, R$ 11,2 bilhões, calculou o economista Fabio Bentes, responsável pelo estudo da CNC.

A CNC prevê um crescimento de 21,9% para as atividades turísticas em 2021, seguido de aumento de 2,4% em 2022. O segmento teve um tombo de 36,6% em 2020, afetado pela crise sanitária.

Segundo Bentes, o cancelamento de eventos como réveillon e carnaval em algumas cidades brasileiras deve adiar a recuperação plena do setor para o segundo semestre do ano que vem. Na projeção anterior, o setor recuperava o nível pré-crise em maio.

Do prejuízo acumulado na pandemia até outubro deste ano, mais da metade ficou concentrado nos Estados de São Paulo (R$ 193,7 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 55,7 bilhões).

IBGE

O agregado especial de atividades turísticas cresceu 1,0% em outubro ante setembro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a sexta taxa positiva consecutiva, período em que acumulou um ganho de 51,2%. O segmento ainda opera 19,5% aquém do patamar de fevereiro de 2020, no período pré-pandemia.

Na passagem de setembro para outubro, seis dos 12 locais pesquisados tiveram expansão no turismo, de acordo com o IBGE, com destaque para São Paulo (1,1%) e Minas Gerais (1,8%). As perdas mais importantes ocorreram na Bahia (-7,2%) e Distrito Federal (-10,1%).

Na comparação com outubro de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil teve alta de 26,9% em outubro de 2021, sétima taxa positiva seguida, impulsionada pelos ramos de hotéis; transporte aéreo; restaurantes; serviços de bufê; e rodoviário coletivo de passageiros.

Todas as 12 unidades da federação investigadas mostraram avanços, sendo os mais relevantes São Paulo (20,0%), Minas Gerais (40,0%), Rio de Janeiro (21,2%), Bahia (58,3%), Pernambuco (44,0%) e Rio Grande do Sul (36,3%). (Estadão Conteúdo e Redação)