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Economia

IPCA acumula alta de 10,67% em 12 meses

Inflação oficial, medida pelo IBGE, subiu 1,25% em outubro: maior resultado para o mês desde 2002

11 de Novembro de 2021 às 00:01
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Gasolina teve maior impacto individual sobre o índice no mês.
Gasolina teve maior impacto individual sobre o índice no mês. (Crédito: VINICIUS FONSECA / ARQUIVO JCS (22/10/2020))

A inflação oficial do País acelerou e ficou mais disseminada em outubro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,25%, o maior resultado para o mês desde 2002, segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação acumulada em 12 meses chegou a 10,67%. A última vez em que o IPCA encerrou o ano acima de dois dígitos foi em 2015, com idênticos 10,67%, na época do governo Dilma Rousseff.

A taxa de outubro foi a mais elevada de 2021. A alta provocou uma nova rodada de revisões entre economistas do mercado financeiro, que já projetam um IPCA acima de 10% no encerramento de 2021, ante a meta de 3,75% perseguida pelo Banco Central.

Os dados do IBGE mostram que todos os nove grupos de produtos e serviços subiram, com destaque para os transportes (2,62%), puxados pelo aumento nos combustíveis e nas passagens aéreas. A energia elétrica também voltou a subir, e as famílias ainda gastaram 1,17% a mais com alimentação.

A energia elétrica subiu 1,16%. Em outubro, foi mantida a bandeira escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Houve reajustes em Goiânia e São Paulo, enquanto o custo da conta de luz caiu em Brasília e Campo Grande.

Conta de luz aumentou 1,16%, com bandeira escassez hídrica. - FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS (21/10/2021)
Conta de luz aumentou 1,16%, com bandeira escassez hídrica. (crédito: FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS (21/10/2021))

O gás de botijão subiu 3,67%, a 17ª alta consecutiva, acumulando elevação de 44,77% desde junho de 2020.

A principal pressão nos transportes foi dos combustíveis, que subiram 3,21%. A gasolina aumentou 3,10%, item de maior impacto individual sobre o índice do mês, 0,19 ponto porcentual. A gasolina teve a sexta elevação consecutiva, acumulando altas de 38,29% no ano e de 42,72% em 12 meses.

Em outubro, também ficaram mais caros o óleo diesel (5,77%), etanol (3,54%) e gás veicular (0,84%).

No ano, a alta da gasolina já é de 38,29%. “A gasolina tem impacto no frete, que acaba afetando preços de outros itens”, diz Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE.

Mais aperto

A LCA Consultores elevou a projeção de inflação de 2021 de 9,70% para 10,0%, o Bank of America, de 9,1% para 10,1%, e o Barclays, de 9,50% para 10,0%.

Além de ajustar as previsões para a inflação de 2021 (de 9,10% para 9,40%) e de 2022 (de 3,90% para 4,40%), a corretora Ativa Investimentos recalculou de 1,5 para 2,0 pontos a alta esperada na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária de dezembro. (Estadão Conteúdo)

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