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Economia

Varejo supera nível pré-pandemia, diz IBGE

Recuperação da atividade é gradual e também apresenta desigualdade entre os segmentos pesquisados

08 de Julho de 2021 às 00:01
Estadão Conteúdo
Supermercado é um dos segmentos que tiveram alta.
Supermercado é um dos segmentos que tiveram alta. (Crédito: VINICIUS FONSECA / ARQUIVO JCS (15/9/2020))

A melhora no desempenho do varejo na passagem de abril para maio fez o volume de vendas ficar 3,9% acima do nível de fevereiro de 2020, no período pré-pandemia. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas operam 1,6% acima do pré-pandemia. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada ontem pelo IBGE.

“Há recuperação gradual, ainda desigual, de todas as atividades”, apontou Cristiano Santos, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Os segmentos de material de construção, artigos farmacêuticos, outros artigos de uso pessoal e doméstico, supermercados e móveis e eletrodomésticos estão operando acima do patamar pré-crise sanitária. O segmento de material de construção está 21,9% acima do patamar de fevereiro de 2020; artigos farmacêuticos, 10,8% acima; outros artigos de uso pessoal e domésticos, 18,0% acima; supermercados, 3,5% acima; e móveis e eletrodomésticos, 1,6% acima.

Os veículos estão 4,6% abaixo do patamar pré-pandemia; vestuário, 3,1% abaixo; livros e papelaria, 37,1% abaixo; combustíveis, 3,4% abaixo; e equipamentos de informática, 5,4% abaixo.

A reabertura de atividades econômicas que foram fechadas em março pela segunda onda da pandemia de Covid-19, comércio eletrônico e uma estratégia de promoções adotadas por alguns setores varejistas impulsionaram o desempenho do varejo em maio e abril, avaliou Cristiano Santos.

As vendas subiram 1,4% em maio ante abril, após já terem avançado 4,9% no mês anterior. Para o analista do IBGE, o varejo mostra uma retomada após a segunda onda de Covid-19, que também teve medidas de restrições mais brandas que no início da pandemia.

“Você tem retomada das atividades em lojas físicas, e aí isso se reflete nas empresas. O impacto da segunda onda foi distinto nas diferentes regiões do País, com fechamento de estabelecimentos em momentos diferentes. O fechamento também foi mais brando, fecharam menos tempo talvez, teve muito fechamento parcial”, justificou Santos. (Estadão Conteúdo)